[Resenha] - Livro: Outros jeitos de usar a boca

Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur
Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur
O livro "Outros jeitos de usar a boca", de Rupi Kaur, foi publicado no Brasil pela editora Planeta. O título original da obra, escrita em inglês, é "Honey and milk". Em 208 páginas, o leitor é convidado a sentir na pele as experiências da autora.

Divididos em "A dor", "O Amor", "A Ruptura" e "A Cura", os poemas da jovem são intensos, escritos de forma direta e cheios de emoção. Por todo o mundo, jovens se reaproximaram da poesia graças a esse livro. Os temas presentes nele são universais.

É difícil uma mulher não se identificar com pelo menos um dos textos que compõem a obra. Se em alguns momentos o livro é um abraço reconfortante, em outros ele é um soco no estômago.
 Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur
Capas do livro Outros jeito de usar a boca pelo mundo. (Foto: Rupi Kaur)

Há muita dor, muito conhecimento de si mesma e muita maturidade no que Rupi colocou neste livro. As ilustrações minimalistas são um charme à parte, reforçando a sensibilidade da escritora.

Ser mulher é uma experiência de beleza, luta e complexidade. Ver que uma de nós está vendendo milhões de cópias que falam sobre o universo feminino com certa brutalidade é um sopro de esperança. As coisas estão começando a mudar.
(Foto: @rdebiblioteca)
Rupi Kaur anunciou que vai lançar, no dia 3 de outubro, seu segundo livro ("The sun and her flowers"). Já estou ansiosa!

quero pedir desculpa a todas as mulheres
que descrevi como bonitas
antes de dizer inteligentes ou corajosas
fico triste por ter falado como se
alto tão simples como aquilo que nasceu com você
fosse seu maior orgulho quando seu
espírito já despedaçou montanhas
de agora em diante vou dizer coisas como
você é forte ou você é incrível
não porque eu não te ache bonita
mas porque você é muito mais do que isso

Avaliação:

[Resenha] - Livro: Papai!

Papai!, Philippe Corentin
Papai!, Philippe Corentin
Papai!”, grita o garotinho já na capa do livro escrito e ilustrado pelo francês Philippe Corentin. Em 32 páginas, editadas pela Cosac Naify, o leitor é convidado a entrar em uma bem humorada história sobre os pesadelos. A cor preta da capa e da contra capa situam o enredo na noite, antes mesmo de isso ser explicitado pelo texto (verbal e imagético).

Dormir sozinho pode ser difícil para muitas crianças. É comum que tenham medo e chamem pelos pais durante a noite. O livro “Papai!” começa com um garoto dormindo tranquilamente até ser acordado por algo estranho. Quando percebe que está acompanhado de um monstro verde na cama, fica assustado.

Papai!, Philippe CorentinOs dois personagens gritam “Papai!” ao mesmo tempo. A narrativa surpreende ao mostrar, na página seguinte, o pai do monstrinho e não o do garoto. Desse modo, a ilustração se mostra essencial na composição da obra, carregando sentidos que não poderiam ser apreendidos apenas pelo texto verbal.

Quando o pai monstro chega ao quarto, o monstrinho diz: “Pai! Pai! Tem um monstro na minha cama!”, apontando para o garoto deitado sob as cobertas. O pai diz ter sido apenas um pesadelo e leva o monstrinho para a sala, onde está a mãe dele. Depois de ser acalmado por ela, o pequeno volta para a cama.

Então, humano e monstro acordam assustados novamente e, dessa vez, é o pai do garoto quem vai ver o que há de errado. “Pai! Pai! Tem um monstro na minha cama!”, diz agora o garotinho.

Essa brincadeira com o diferente é o que torna a obra especial. Ao mesmo tempo em que se aproxima de um problema da infância (dormir longe dos pais), traz elementos ficcionais que mexem com o imaginário do leitor. Essa dualidade é apresentada por Bernardo (2005) como indício de uma boa ficção que, segundo ele, não pode ter tudo a ver com a realidade, nem tudo a ver com o leitor.

O final encanta ao reforçar que não é preciso temer o desconhecido.
Dados do livro
Corentin, Philippe [1936-]
Papai!: Philippe Corentin
Título original: Papa!
Tradução: Cássia Silveira
Ilustrações do autor
São Paulo: Cosac Naify, 2008, 2ª edição
32 pp. ilustradas
ISBN 978-85-405-0752-4
Monstrinho sendo acalmado pela mãe. Ilustração da página 13 do livro Papai!, de Philippe Corentin

[Convite] - Lançamento: Livro Rastros de Mentiras e Segredos

Boa noite, ratinhos!

Gostaria de convidá-los para o lançamento do livro "Rastros de Mentiras e Segredos", escrito por Cleudene Aragão, Inês Cardoso, Maria Thereza Leite, Ruth de Paula e Vânia Vasconcelos. A coletânea de contos é a segunda obra assinada pelas cinco autoras, também responsáveis por "Quantas de nós".

Em Belo Horizonte, a obra será lançada no encerramento do IX Colóquio Mulheres em Letras, organizado pela Professora Constância Duarte.

A sessão de autógrafos está marcada para o dia 2 de junho, das 19h às 20h30, no auditório 1007 da Faculdade de Letras (Fale) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Vamos ler mulheres!


[Resenha] - Conto: To be or not to be, Machado de Assis

Machado de Assis
Machado de Assis 
O suicídio é um tema delicado e tem levantado discussões entre os jovens desde o lançamento da série "13 Reasons Why" ("Os 13 Porquês"), da Netflix, em março deste ano. Com o sucesso do seriado estadunidense, o livro homônimo que deu origem a ele, escrito por Jay Asher e publicado em 2007, figura nas listas dos mais vendidos.

Mas o tema não é novidade na ficção não! "To be or not to be", um conto escrito por Machado de Assis, em 1876, também fala de suicídio. No entanto, em vez de descrever as razões pelas quais uma pessoa se matou, o texto mostra os motivos que fizeram o protagonista - decidido a tirar a própria vida - mudar de ideia.

A estagnação na carreira e a falta de perspectivas levaram André, um homem de 27 anos, a planejar se matar. Ele ficou abalado por não ter conseguido uma sonhada promoção e, acreditando ser um fracasso, pegou uma barca com a intenção de se lançar ao mar.
"Mas André Soares que, estando com os olhos pregados no chão a rememorar os seus infortúnios, deu com os olhos num dos pés da velada desconhecida.
Estremeceu.
André Soares resistia a tudo neste mundo, a uns olhos brilhantes, a um rosto adorável, a uma cintura de anel; não resistia a um pé elegante"
Ao descobrir em Cláudia - a dona do pé elegante - uma paixão, André resolveu adiar seu terrível plano para ter a chance de conhecê-la. O pensamento fúnebre deixou de lhe ocorrer e o homem passou a ter outras ocupações e interesses além da vida profissional. O leitor, então, é lançado às piadinhas e às descrições de Machado de Assis que, com ironia, trata de assuntos atemporais.

Na ausência de um pedido formal de casamento, a jovem não se considerava comprometida. Ingênuo e apaixonado, André Soares foi deixando de ter controle sobre a conquista e, tendo que agradar a um potencial cunhado, perdeu dinheiro e tempo.

O título do conto é uma alusão à clássica frase de Hamlet, de William Shakespeare. "Ser ou não ser? Eis a questão". A moral da história retoma o tema suicídio. Para o narrador - onisciente e ácido - os motivos que levam alguém à dar fim à própria vida vêm mais de dentro do que de fora. Será mesmo?

A obra de Machado de Assis pode ser baixada no site Domínio Público. O conto "To be or not to be" também está disponível para download gratuito na Amazon.

[Resenha] - HQ: Horacic Park

Boa tarde, ratinhos!

Recebi nesta semana a HQ "Horacic Park", da Turma da Mônica, publicada pela Panini Books. O dinossauro Horácio, criado por Mauricio de Sousa, é o destaque dessa coletânea que brinca com o filme "Jurassic Park". As histórias "Horacic Park", "Imundo Perdido" e "Horacic Park III" compõem a obra, que faz parte da coleção "Clássicos do Cinema - Turma da Mônica".

Com miolo em papel couché, a HQ tem 144 páginas, capa dura e lombada quadrada. Esse formato de luxo comemora as mais de 50 edições já publicadas de paródias de filmes protagonizadas pelos heróis da turminha.

Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Maurício de Sousa (que aparece como personagem!) precisam enfrentar os planos mirabolantes do Capitão Feio. Em "Horacic Park", os dinossauros voltam à vida graças a uma sofisticada tecnologia desenvolvida pelo cientista Franjinha.

Além das aventuras que formam a trilogia jurássica, o livro traz dez páginas com imagens de artes, esboços e curiosidades. O lançamento do próximo volume encadernado está previsto para julho. Qual será o filme clássico desta vez?

Como não gostar da Turma da Mônica?
* cortesia da editora 

[Resenha] - Livro: Profissões para mulheres e outros artigos feministas

Profissões para mulheres e outros artigos feministas, Virgínia Woolf
Profissões para mulheres e outros artigos feministas, Virgínia Woolf
Se hoje nós, mulheres, enfrentamos preconceito e perseguições no mercado de trabalho, imagine no século passado? O livro "Profissões para mulheres e outros artigos feministas", publicado pela L&PM, traz um apanhado de textos de Virgínia Woolf (1882-1941) sobre ser mulher em um mundo dominado por homens.

A obra é formada por sete ensaios escritos pela conhecida romancista. Um deles, inclusive, foi apresentado pela autora como discurso em um evento feminino. O destaque é a inserção da mulher no mercado de trabalho.

Infelizmente, as reflexões continuam pertinentes em 2017. Por que temos sempre atrás de nós o espírito do "anjo do lar" que nos impede de exercitar nossas capacidades ao máximo? Dizemos que somos livres, mas cobranças e crenças nos aprisionam.

Diante das resenhas literárias de Woolf presentes neste livro de bolso, senti vontade de colocar fogo em tudo o que já escrevi e chamei de resenha na vida. A inteligência e a habilidade da escritora para falar de livros me deixaram em êxtase. Ela criticava o machismo com ironia e pulso firme.

Depois de terminar esta leitura, fiquei curiosa para conhecer outros trabalhos de Virgínia. Estou lendo o romance "As Ondas", mas estou achando muito difícil. Se alguém já tiver lido um destes dois, ficarei feliz em discuti-los.

Beijo grande e até o próximo post!

[Resenha] - Livro: Angélica

Angélica, Lygia Bojunga
Angélica, Lygia Bojunga
Resumo

O livro "Angélica", escrito por Lygia Bojunga e publicado pela editora Agir, conta a história de uma cegonha que cansou de viver uma mentira. A obra possui 96 páginas e ilustrações de Vilma Pasqualini.

Ela descobriu, bem jovem, que as cegonhas não são responsáveis por trazer bebês ao mundo e isso a abalou profundamente.

Inconformada, quis saber dos pais por que é que eles mantinham essa ilusão. A família disse que não podia abrir mão do respeito e do status que essa história dava às cegonhas.

Ela decidiu morar no Brasil, pois soube que no país não havia cegonhas. Mas o mito dos bebês existe mesmo tão longe de casa! Ela fez amizade com um porco chamado Porto (que trocou o "c" de seu nome por um "t" para tentar fugir do que era naturalmente). Os dois montaram, juntos, uma peça de teatro com a história de Angélica.

Os atores contratados pela dupla são animais desempregados, como um elefante, um casal de crocodilos e um sapo com seus filhinhos. A narrativa é divertida e traz aspectos muito interessantes sobre autonomia, coragem, bullying e feminismo.

Ilustração do livro Angélica, de Lygia Bojunga. Crédito: Catedra Unesco de Leitura PUC-Rio

Opinião

Que livro mais lindinho! Fiquei impressionada com o quanto o feminismo está presente na obra, escrita em 1975. Parece que hoje os autores para crianças não têm essa mesma coragem. O empoderamento feminino está nas entrelinhas, com personagens femininas bem construídas e encantadoras. Para mim, o mais marcante foi a personagem secundária "mulher do crocodilo Jota".

Ela aparece nomeada assim em boa parte da história, como se fosse um acessório do crocodilo. A crescente transformação desta personagem - que chega ao ápice na última página do livro - me chamou atenção. (Não escrevi o nome dela aqui de propósito, ok? rs)

A amizade entre a cegonha Angélica e o porco Porto é demais. E até mesmo a família da protagonista é fofa e dá para perceber que eles se preocupam com ela, mesmo achando Angélica muito diferente dos demais. Peguei o livro na biblioteca por causa do título - é o nome da minha mãe - e foi uma grata surpresa. (Não muito surpreendente porque é Lygia Bojunga, né?)

Avaliação


Beijo e até o próximo post! ♥ 

[Thaís Diz] - Relendo Harry Potter

Bom dia, ratinhos!

Quem nos segue lá no Instagram viu que estou relendo Harry Potter. Minha meta é reler a série toda durante 2017. Pelo ritmo em que a coisa anda, vou atingir meu objetivo mais cedo do que pensei. Ontem à noite, (re)comecei o terceiro livro ("Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban", meu preferido!) e quis falar um pouco dessa experiência.
Edição ilustrada de "Harry Potter e a Pedra Filosofal" e marcador de páginas feito por mim em ponto cruz.

Vira-tempo ♥
Meu encantamento pelo texto de J. K. Rowling continua gigante, como se estivesse abrindo os livros pela primeira vez. Diante das aventuras dos personagens, não vejo diferença entre a adolescente que se debruçava sobre os livros emprestados por horas a fio e a mulher que hoje pega o Kindle nos minutinhos que tem entre as atividades do dia a dia.

A releitura tem me feito observar que os detalhes são realmente muito bem amarrados desde o primeiro livro. Coisas em "Harry Potter e a Pedra Filosofal" e "Harry Potter e a Câmara Secreta" serão explicadas só lá na frente e isso é muito, muito legal!

Em meio a uma crise de ansiedade, segurei o e-reader e as palhaçadas de Fred e Jorge me fizeram rir. Uma cena ridícula, pensei. Mas eu precisava tanto daquilo! Se, anos atrás, os livros sobre o mundo mágico eram uma forma de fugir da realidade de bullying e sofrimento causados por colegas da escola, hoje eles estão me salvando de mim mesma.

De toda forma...
"Não faz bem viver sonhando e se esquecer de viver."
- Alvo Dumbledore, em "Harry Potter e a Pedra Filosofal"

[Reportagem] - Síndrome de Down, inclusão e autonomia

Oi, ratinhos! Hoje, dia 21 de março, é comemorado o Dia Internacional da conscientização e celebração da síndrome de Down. No ano passado, escrevi uma reportagem sobre o tema para uma revista aqui de BH. Foi, sem dúvida alguma, a matéria que mais me fez pensar e evoluir como profissional. As entrevistas foram marcantes e também aprendi muito sobre a parte técnica da produção (quais termos usar e quais não usar, por exemplo). Agradeço imensamente às famílias que concordaram em dividir essas histórias comigo e espero que vocês se encantem tanto quanto eu! Abaixo, segue a matéria completa. Boa leitura! :)

Síndrome de Down, inclusão e autonomia
Conheça famílias que lutam pelo respeito à diversidade
por Thaís Leocádio
Antônio, Carol, Thomas e Alice, em 2015. Foto: Arquivo pessoal


Eduardo Gontijo é multi-instrumentista, tem 25 anos, faz teatro, dança, está em duas bandas e dá palestras pelo Brasil. Theo Dariva Lara tem seis anos, é curioso, adora livros e mal vê a hora de aprender a ler. Alice Rivello Ventura de Souza tem quatro anos, gosta de ver desenho animado, é gentil e engraçada. Os três têm síndrome de Down e famílias que lutam pela inclusão.

De acordo com o último levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,2% da população brasileira possui algum tipo de deficiência. A síndrome de Down é uma condição genética causada pela presença de um cromossomo 21 extra que determina características físicas e cognitivas específicas. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 270 mil brasileiros apresentam a trissomia do 21.
Dudu do Cavaco é multi-instrumentista. Foto: @keldepaulafotografia
Dudu do Cavaco, como Eduardo Gontijo é conhecido, se interessa por música desde cedo. “Eu comecei a tocar cavaquinho vendo meu primo Igor, fui observando a mão dele e eu quis saber cada vez mais sobre mais o cavaquinho. Hoje eu vivo da música e amo o que eu faço”, afirmou o artista, que toca mais outros seis instrumentos.

Leonardo Gontijo teve a vida transformada pela chegada do irmão. “Aquela troca de olhares mudou a minha vida, me mostrou o quanto eu era limitado, seletivo e preconceituoso”, contou o professor e consultor na área de sustentabilidade. O amor por Dudu e o desejo de construir uma sociedade menos desigual inspiraram Leonardo a criar o projeto Mano Down, em Belo Horizonte, no ano passado.

O objetivo do instituto é contribuir para que pessoas com síndrome de Down conquistem a autonomia e possam ser donas de suas escolhas. Entre as ações desenvolvidas pelo Mano Down estão aulas (de música, teatro, dança, capoeira e zumba), acolhimento familiar, capacitação para o mercado de trabalho e palestras.

No quinto mês de gestação, o médico de Angela Dariva Lara desconfiou que o bebê dela poderia ter uma síndrome, devido a uma deficiência no coração. Receber a confirmação não foi fácil. “Me fiz aquelas perguntas que sempre fazemos diante de problemas: ‘Por que eu?’, ‘Eu não mereço isso, mereço?’ Mas passou. Porque tudo passa”, lembrou Angela.

Ela, o marido Marco Tulio Lara (guitarrista do Jota Quest) e o filho mais velho João Marcos tiveram, então, alguns meses para se prepararem para a chegada do Theo. “Pesquisei em fontes seguras, com profissionais competentes, pediatras, cardiopediatras, obstetras”, disse Angela.

Hoje, Theo estuda em uma escola inclusiva e faz atividades extraclasse, como equoterapia, natação e acompanhamento com uma psicopedagoga. “Ele é a única pessoa que tira o irmão de 12 anos da frente do computador, sem reclamações. Só ele consegue esse milagre!”, brincou a mãe.

Theo Dariva Lara é curioso e adora livros. Foto: Kely Aguiar
Segundo Angela, a família colhe o que pais precursores lutaram para conquistar para seus filhos com deficiência. “Theo é a pessoa mais feliz que nós já vimos – e olha que conheço muita gente! (risos) Adora pessoas, passear, festas de aniversário. Ele ama viver em comunidade”, descreveu Angela.

A designer gráfico e ilustradora Carol Rivello é mãe da Alice e do Antônio (1 ano e 9 meses). Ela e o marido Thomas Ventura de Souza moram em Florianópolis (SC) e descobriram que a primeira filha tinha síndrome de Down um dia após o nascimento da menina. “Foi um momento muito difícil, onde parecia que o chão havia sumido”, disse Carol.

Eles nem esperaram o resultado oficial dos exames e já deram a notícia para toda a família. “Logo todos já estavam encantados pela pequena e percebendo que muitos dos medos eram, na realidade, preconceitos ultrapassados”, completou. Carol criou o blog “Nossa vida com Alice”, onde compartilha reflexões, informações pertinentes e histórias de outras famílias.

Alice, assim como Theo, estuda em uma escola regular. Ela faz acompanhamento com profissionais como optometristas, naturopatas, osteopatas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. Quando está com o irmão caçula, a farra é garantida! “Me sinto privilegiada em testemunhar esse carinho sendo construído aos poucos dia após dia”, comentou Carol.

Dentro do blog, a designer gráfico compartilha projetos de “faça você mesmo”, na série “Estimular é um barato!”. A ideia é mostrar que coisas acessíveis do dia a dia podem ser úteis em brincadeiras e atividades de estimulação. “Faço porque acredito que a criança merece brincar, se divertir, experimentar, crescer em um ambiente rico e favorável para seu desenvolvimento”, explicou.

Inclusão efetiva

Angela Dariva acredita que aceitar as diferenças de uma forma natural é essencial para a verdadeira inclusão. “Somos todos diferentes. Nós não temos as mesmas capacitações e nunca teremos, mas todos temos coisas boas e ruins. Quanto mais convivermos com as diferenças, principalmente nossas crianças, mais isso será tratado com normalidade”, defendeu a mãe do Theo.

Segundo Carol Rivello, o que falta é acreditar, oportunizar, viabilizar. “Entender que as pessoas com síndrome de Down são capazes de estudar, trabalhar, participar ativamente da sociedade”, completou a designer gráfico. “Costumo falar que não existe um ‘curso de diversidade’, precisamos conviver para aprender”, reforçou Leonardo Gontijo.

Para os pais que estão recebendo agora a notícia de que têm um filho com síndrome de Down, o conselho das três famílias é o mesmo: amor. “Talvez ele precise de maior atenção médica e com certeza se beneficiará de estimulação precoce, mas a realidade da pessoa com síndrome de Down é bem diferente da de décadas passadas e está evoluindo cada vez mais”, disse Carol.

“Ele vai mostrar coisas maravilhosas em pequenos atos, vai desenvolver em vocês um amor verdadeiro ao próximo, vai simplificar coisas que antes vocês não entendiam”, comentou Angela. “Abram o coração para um novo mundo de aprendizados e possibilidades e contem com o Mano Down para o que precisarem”, finalizou Leonardo Gontijo.

Links úteis:
Blog Nossa Vida com Alice
Canal Nossa Vida com Alice no YouTube
Projeto Mano Down
Site do artista Dudu do Cavaco

[Resenha] - Livro: Fangirl, Rainbow Rowell

Resumo 
Ter uma irmã gêmea e compartilhar com ela uma paixão por um personagem de literatura deve ser o máximo, né? E é. Até que chega a hora de ir para faculdade. Cath é a protagonista do livro "Fangirl", 424 páginas, escrito por Rainbow Rowell, e publicado pela editora Novo Século. A jovem escreve fanfics sobre Simon Snow - um sucesso da literatura jovem - e divide esse hobby com Wren.

A mãe das gêmeas abandonou as duas ainda muito pequenas, deixando a responsabilidade toda para o pai, um publicitário deprimido e solitário.

As duas vão para a mesma universidade, mas Wren já se sente adulta, enquanto Cath permanece apegada ao vício em Simon Snow. Enquanto Wren não quer nem mesmo dividir o dormitório com Cath, a irmã tímida tem dificuldade de fazer amigos.

Nesse cenário de dúvidas e inseguranças, Cath pensa em desistir dos estudos, mas aos poucos vai encontrando o seu lugar. Ela começa a fazer dupla de trabalho com Nick e percebe que escrever é mesmo o seu dom.

Depois de dividir o quarto com Wren por toda a vida, ter Reagan como colega de dormitório é um choque. A menina com personalidade forte e visual chamativo é cheia de atitude e bom humor. Levi - que Cath pensa ser namorado de Reagan - acaba fazendo muitas visitas ao dormitório delas. O garoto é um sopro de vida em meio a sua vidinha constante.

Amadurecimento é a palavra que define a jornada de Cath na universidade. Conhecer pessoas com comportamentos tão diferentes dos seus faz com que a jovem compreenda melhor quem é ela mesma.
Opinião
"Fangirl" é um desses livros leves em que a leitura é super rápida, sabe? As confusões e as dúvidas de Cath são bem comuns no início da vida adulta e isso provoca uma aproximação com o leitor. Wren é a gêmea descolada e Cath é o oposto disso. Essas diferenças são legais de observar. Achei Levi um personagem "real", se comparado com outros mocinhos da literatura jovem. Esse foi o único livro escrito por Rainbow Rowell que li, mas pretendo ler outros. 
Avaliação


Alguém já leu alguma coisa da autora? Tem outro título dela para me indicar?

Beijo e até o próximo post!

Siga o blog nas redes sociais:

[Resenha] - Livro: O Universo Numa Casca de Noz

O livro "O Universo Numa Casca de Noz" (“The Universe in a Nutshell”), escrito por Stephen Hawking e publicado pela Editora Intrínseca, fala de física numa linguagem acessível e divertida.

O famoso autor (cuja história inspirou o filme “A Teoria de Tudo”) aborda, de forma leve, temas como buracos negros, viagens no tempo, o fim e o começo do mundo e a vida em outras galáxias.

Muitas ilustrações e fotografias permeiam a publicação, que usa fatos do dia a dia para explicar conceitos da física quântica. Em 224 páginas, o jeito criativo de Stephen Hawking mostra porque ele é um dos físicos mais importantes da história.
Opinião: Apesar de, durante a escola, achar física a matéria mais difícil, eu adorava! Sempre fiquei curiosa para entender um pouco mais sobre o "funcionamento" do mundo. O tempo passou, minha curiosidade continua existindo, mas a dificuldade em compreender a física também. rsrs O texto de Hawking é muito gostoso de ler e curti a experiência. As imagens, as piadas, tudo me fez pensar "Puxa, estou entendendo tudo!". Mas, na verdade, se você me pedir para explicar o que ele expôs na obra, eu não consigo. É um livro feito para o público não especializado, mas confesso que, mesmo assim, me senti perdida. O pessoal que estuda o tema vai saber aproveitar melhor o conteúdo.

Alguém já leu este livro? Ou outra coisa do autor, como "Uma breve história do tempo"?

Beijo e até o próximo post! 

* cortesia da editora

[Resenha] - Filme: Casamento Grego 2

Boa tarde, ratinhos! Minha dica de hoje é estourar uma pipoca e assistir ao filme "Casamento Grego 2" (My Big Fat Greek Wedding). Com direção de Kirk Jones, a obra é a continuação do clássico da Sessão da Tarde "Casamento Grego" (2002), com Nia Vardalos e John Corbett nos papéis de Toula e Ian, respectivamente.

Cena do filme "Casamento Grego". Crédito: Telecine
Se, no primeiro, a confusão girava em torno do casamento entre Toula e um "não grego", desta vez a família Portokalos se reúne para que os chefes da família oficializem a união. Sim, eles não são casados! Há 50 anos juntos, somente agora Gus" Portokalos (Michael Constantine) percebe que a certidão de casamento com Maria (Lainie Kazan) não foi assinada por um padre.

Os preparativos para a cerimônia, no entanto, são cheios de desentendimentos, já que Gus acredita não ser necessário um pedido formal e romântico para Maria. Além deste conflito central, a trama conta ainda com o fato de que Paris (Elena Kampouris), filha de Toula e Ian, está prestes a ir para a faculdade. Sufocada pela família grega, a garota de 17 anos quer distância de todo aquele drama.
O casal Toula e Ian está de volta em "Casamento Grego 2". Crédito: Telecine 
Uma comédia romântica leve, engraçada e encantadora. Gostei de ver o que aconteceu com as personagens - Toula ainda trabalha no Dancing's Zorba e Ian é diretor da escola de Paris - e matar a saudade dos diálogos singelos e divertidos. Ah, e foi incrível perceber que as mulheres Portokalos começaram a questionar os seus papéis dentro da família.

Assisti a este filme no último sábado (18), na Super Estreia do Telecine Premium, na faixa das 22h. Ao longo desta semana, ele passará em outros canais. Confira os horários aqui.

♥ Veja o trailer:


Espero que tenham gostado! Beijo e até o próximo post.

[Resenha] - Livro: Escritos em verbal de ave

O livro "Escritos em verbal de ave", de Manoel de Barros, traz poesias do escritor em uma encadernação especial publicada pela LeYa.

Os pequenos textos aparecem soltos em uma paginação bem "diferentona". Não fiz mais fotos porque, dessa forma, o livro perderia toda a sua graça. Fiquei muito surpresa quando abri o livro!

A linguagem de Manoel de Barros faz com que a gente sinta cheiro de terra, de suor e de joelho ralado. A inocência - e a sabedoria - presente nas palavras do poeta trazem à tona a vontade de voltar a ser criança.

A leitura de "Escritas em verbal de ave" é muito, muito rápida. Meu conselho é que você tenha calma e saboreie cada sílaba.

Avaliação: 

[Resenha] - Filme: La La Land


De vez em quando a gente precisa de um empurrãozinho para voltar a sonhar. Quando entrei no cinema na última sexta-feira, não pensei que sairia de lá tão tocada.

O musical "La La Land - Cantando estações" (2016) tem os atores Emma Stone (Mia) e Ryan Gosling (Sebastian) nos papéis principais. Na história, ambos estão em busca do sucesso. A trilha sonora maravilhosa é assinada por Justin Hurwitz.

Mia é uma atriz que abandonou o curso de direito para tentar a sorte em Los Angeles. Trabalha como garçonete e faz testes atrás de testes. As respostas, no entanto, nunca são boas.

Sebastian é um pianista apaixonado por jazz que vê com tristeza o ritmo sendo esquecido na cidade. Seus empregos (temporários) não lhe dão a liberdade de tocar o que realmente gosta. Talentoso, sonha em abrir seu próprio clube de Jazz.

O longa dirigido por Damien Chazelle foi o grande campeão da 74ª edição do Globo de Ouro, realizado em 2017, vencendo em sete categorias.

Já para o Oscar, cuja cerimônia será realizada no dia 26 de fevereiro, o filme recebeu 14 indicações. "La La Land" concorre às estatuetas de melhor filme; direção; roteiro original; atriz (Emma Stone); ator (Ryan Gosling); trilha sonora; canção original, com "Audition (The fools who dream)" e "City of stars"; fotografia; mixagem de som; edição de som; direção de arte; figurino e edição.

Mas vamos à lágrimas que me levaram a escrever este post! "La la land" tocou o meu coração de um jeito que me deixou assustada. Saí do cinema chorando e chorei durante todo o caminho para casa. E não foi (só) porque fiquei abalada com o desenrolar da vida das personagens, mas porque a tela parecia estar me lembrando de tudo o que acabei abandonando nos últimos anos.

Eu sou movida a sonhos e estive presa ao mesmo lugar por muito tempo, justamente por ter deixado de cultivá-los. A trilha sonora, as cores (muito amarelo, azul e vermelho!), o figurino e os diálogos reviraram minha mente e trouxeram à tona o que há de mais puro em mim: minha sensibilidade. Se você é pelo menos um pouquinho sonhador, recomendo este filme. Espero que a sua experiência seja tão intensa quanto foi a minha.


Avaliação: 

[Resenha] - Livro: Diana - Sua verdadeira história

O livro "Diana - Sua verdadeira história em suas próprias palavras", escrito por Andrew Morton e publicado pela editora Best Seller, mostra o lado triste do conto de fadas vivido pela princesa Diana.

De acordo com a biografia, o casamento com Charles foi um verdadeiro pesadelo para ela. A família real inglesa precisava de uma esposa simpática para o príncipe, mas tudo para manter as aparências. O homem sempre manteve a seu lado a amante - e atual esposa - Camila.

Isso magoava profundamente Diana, que precisava lidar com a exposição excessiva da vida pública sem o mínimo apoio dentro de casa (ou castelo rsrs). Sua válvula de escape era o trabalho voluntário e humanitário. Ela ficava feliz ao fazer o bem, ao dar carinho para quem precisava.

Uma infância marcada pela sensação de abandono deu inícios aos traços tristes da princesa. Mesmo rica e amada, a separação dos pais deixou mágoas na menina. Já adulta, a possibilidade de se casar com o príncipe da Inglaterra parecia o passaporte para a felicidade.

No entanto, ele nunca a amou de volta e tinha inveja de sua popularidade. Mesmo com muitos esforços para conquistá-lo e afastá-lo de Camila, tudo o que Diana conseguia era indiferença e humilhação. A rainha Elizabeth jamais esteve ao lado da princesa, nem mesmo a ensinou a se comportar como membro da família real ou  sequer falou sobre as mudanças pelas quais a vida da jovem passaria.

Uma das fotos que ilustram o livro.
O nascimento dos filhos William e Harry causou grande emoção em Diana. Porém, mesmo nesses momentos felizes, Charles conseguia estragar tudo. Ele ficou bravo ao saber que o segundo filho era homem (queria manter a "tradição" de sempre existir uma menina na família real) e mais ainda por ver que ele era ruivo (!!). Ele culpou Diana pelo filho ser ruivo!

Os detalhes da vida conjugal eram passados a Andrew através de gravações feitas pela princesa e entregues a empregados do castelo. Esse "contrabando" de informações pessoais era super secreto, pois os demais membros da família real não podiam desconfiar de nada. A intenção de Diana era contar a história sob o seu olhar, a sua versão, expor a verdade sobre Charles. Ela aceitou compartilhar essas memórias com o autor porque desejava ser ouvida. A narrativa menciona os amantes de Diana superficialmente.

A separação é outro tópico angustiante. O maior medo de Diana era ser proibida de ver os príncipes William e Harry, por isso adiou tanto a decisão. A situação estava tão insustentável que até mesmo a rainha concordou com o divórcio. Quando Lady Di finalmente estava livre, feliz e apaixonada por um outro homem (Dodi Al-Fayed), sua breve vida chegou ao fim.
Opinião: Pelo que entendi, o livro foi lançado quando Diana estava viva e depois reeditado após a morte dela. Fiquei triste por ver o quanto Diana foi infeliz. A apuração dos fatos pelo autor parece ter sido intensa, com detalhes concedidos pela própria princesa. Além de uma infância rica, mas sem a atenção de que ela precisava, Diana sofreu muito com um marido controlador, abusivo, mentiroso e cruel. Não foi uma leitura rápida, nem leve. Fiquei nervosa em muitos trechos e admito que o livro é totalmente parcial. De toda forma, a versão "oficial" da história todos nós conhecemos, né? Uma família real  bondosa, caridosa, especial e querida. O outro lado destes nobres que vivem totalmente alheios à realidade foi bem destacado na obra.

Avaliação: 
Lady Di, Charles, Harry e William.

[Resenha] - Livro: Não sou uma dessas

O livro "Não sou uma dessas" ("Not that kind of girl"), escrito por Lena Dunham e publicado pela Editora Intrínseca, é um relato autobiográfico da criadora e roteirista da série "Girls", da HBO. A obra tem 304 páginas e foi ilustrada por Joana Avillez.

Em crônicas organizadas por temas ("Amor & Sexo", "Corpo", "Amizade", "Trabalho" e "Panomarana"), Lena apresenta histórias carregadas de sinceridade. Sem vergonha de expor pensamentos, lembranças e ideias, a autora convida o leitor a conhecer um pouco da confusão que a compõe.
"Quando alguém revela que você significa muito pouco e você continua com essa pessoa, sem se dar conta, começa a significar menos para si mesma. Você não é feita de compartimentos! O que é dito para você é dito para você como um todo, e o mesmo vale para o que é feito. Ser tratada como merda não é um jogo divertido ou uma experiência intelectual transgressora. É algo que você aceita, tolera e aprende a acreditar que merece. Isso é tão simples. Mas me esforcei muito para complicar tudo".
Crédito: Joana Avillez
Quando o livro foi lançado (2014), trechos em que Lena falava sobre a irmã caçula ganharam espaço em sites de notícias, acusando a autora de abuso sexual. A leitura na íntegra, no entanto, desfaz esse olhar "maldoso" apresentado pelos portais.
"Como devagar as minhas panquecas enquanto ela me dizia apenas: 'Não tem problema mudar de ideia'. Sobre um sentimento, uma pessoa, uma promessa de amor."
Criada em um ambiente livre e imaginativo, Lena Dunham sempre teve espaço para se expressar artisticamente. Os relatos do livro falam sobre a vida na universidade, os empregos temporários, a produção de webséries, a fascinação pela morte e o conforto diante da nudez.
"- Você vai descobrir - diz ela - que é um pouco charmoso ter o coração partido. - Usarei essa fala muitas vezes nos anos seguintes, dando-a de presente a qualquer um que precise dela".
Lena durante a infância. Crédito: @lenadunham
O feminismo está presente em quase tudo o que a autora fala, mesmo que não esteja explícito. Mas, infelizmente, nem mesmo a mais consciente e segura mulher escapa de relacionamentos abusivos e de situações em que se percebe vítima dos homens (namorados, professores, ficantes...). Uma das crônicas - que também gerou muita polêmica na época do lançamento - narrou um estupro sofrido por Lena.
"Sempre tive talento para reconhecer quando estou num momento digno de saudades futuras".
A ordem dos acontecimentos não é cronológica e Lena divaga sobre os assuntos - mesmo os mais dolorosos - como se estivesse conversando com um amigo.
"No entanto, a ambição é uma coisa curiosa: ela se infiltra quando menos se espera e te faz ir adiante, mesmo que você prefira ficar parada".
Crédito: Joana Avillez

 Opinião: A vida, a personalidade e o estilo de Lena são completamente diferentes dos meus. E, talvez por isso, achei tudo tão interessante! Ela é uma mulher jovem que já viveu experiências muito intensas e fiquei admirada com a sinceridade do texto. Em muitos momentos, apesar de contextos distintos, me vi nas histórias da autora, que é feminista como eu. Ah, eu nunca assisti à série Girls, então não conhecia a Lena antes de ler o livro. Gostei bastante e recomendo a leitura. ;)

♥ Avaliação: 

Beijo e até a próxima!
"Você aprendeu uma nova regra e ela é simples: não se coloque em situações das quais gostaria de fugir".

[Sorteio] - Resultado 6 anos de aniversário do blog

Boa noite, leitores!

Como prometido, aqui está o resultado do sorteio de aniversário de 6 anos do blog Ratas de Biblioteca! Os mimos feitos à mão, em ponto cruz, com o tema "Harry Potter", vão seguir para a casa dos seguintes sortudos...

Quadrinho
1- Sueli Cobbos

Marcadores de páginas
1- Eledy da Silva
2- Francisca Elizabete
3- Rudynalva Correia

O sorteio foi realizado via Random.org e os vencedores foram comunicados por e-mail. Eles precisam responder em até 48h, ou outras pessoas serão sorteadas! Muito obrigada a todo mundo que participou e parabéns aos sorteados! Espero que gostem dos prêmios. ♥ 

Se você não ganhou, não fique triste. Ainda está rolando outro sorteio lá no nosso Instagram. É só seguir a página e marcar três amigos nos comentários da foto oficial. ;) Muito fácil, né?

Clique para saber mais! 
Beijo e até o próximo post!

[Tag] - Hábitos de leitura

Boa noite, ratinhos!

Hora de tirar a poeira do blog com uma tag bem legal, chamada "Hábitos de leitura". Quem nos indicou foi a Lidiane, do blog Página da Leitura. Bem, vamos às perguntas:
 Quando você lê?
Na maioria das vezes, à noite. De vez em quando, leio à tarde, no ônibus.
 Você lê apenas um livro de cada vez?
Sim!
 Qual o seu lugar favorito para ler?
Minha cama!
 O que faz primeiro: lê o livro ou assiste ao filme?
Gosto de ler o livro primeiro.
 Qual o formato de livro você prefere?
O livro físico me encanta, é claro, e pensei que não me daria bem com livros digitais. Mas, no Natal passado, ganhei um Kindle. Desde então, tenho lido muito mais, estou 100% adaptada. haha Fico com os dois!
 Você tem algum hábito exclusivo ao ler?
Gosto de marcar frases legais, mas esse hábito não é nada exclusivo.
 As capas de uma série precisam combinar ou não importa?
Não, para mim isso não importa.
Fique à vontade para me contar nos comentários quais são os seus hábitos de leitura! E quanto à indicação, deixo livre para quem quiser responder.

Não se esqueçam de que estamos com dois sorteios muito legais no ar: um aqui no blog e um lá no nosso instagram. Clique nas imagens abaixo para ler as regras e participar:
Beijo grande e até o próximo post. :)