[Sorteio] - Livro: O Lobo do Centeio

O Lobo do Centeio, da editora Escrita Fina, já foi resenhado no Ratas de Biblioteca (clique aqui para ler a resenha). Escrito por Janaina Tokitaka, o livro é uma graphic novel sobre a lenda do lobisomem.
Quer levar um desse pra casa? Então curta a página do blog no Facebook (www.facebook.com/RatasDeBiblioteca),
preencha o formulário abaixo uma única vez e concorra a um exemplar! 


Participe até o dia 30/11/13. O sorteio será realizado via Random.org e o vencedor será notificado por e-mail (caso não responda em até 48h, outra pessoa será sorteada). Boa sorte a todos!

[Resenha] - Livro: Pobre não tem sorte 2

O livro Pobre não tem sorte 2 - Alguma coisa acontece no meu coração, Editora All Print, foi escrito por Leila Rego e é a continuação das aventuras de Mariana Louveira, personagem principal de Pobre não tem sorte. Depois de ter sido abandonada horas antes de seu casamento, a bacharel em Turismo resolve ir embora de Prudente, sua cidade natal. Junto com Clara, sua amiga, tenta a sorte em São Paulo.

"Estou em busca de novos desafios", era o que respondia em todas as entrevistas de emprego. Leu isso em um blog de dicas para desempregados e achou que funcionaria. A frase feita não colou, mas acabou definindo o que ela realmente encontrou na cidade grande.

Longe dos pais, longe de tudo o que conhecia, passou por um processo de intenso amadurecimento. Em meio aos problemas do dia a dia e à falta que sentia de Eduardo, seu ex-noivo, Mariana decide apostar em um talento como hobby para desabafar: escrever.

Ao longo do livro, é impossível não se encantar pelos personagens que convivem com ela e também por aqueles que ela cria em seus textos. A história "paralela", de Duda e Sabiá, que ela publica no Blog da Mari, é um charme especial.

Neste livro, Mari está realmente decidida a esquecer Edu e investir nela mesma. Será que consegue?

Opinião: Gostei bastante! Não pude deixar de notar que o amadurecimento de Mariana veio acompanhado do amadurecimento da autora Leila Rego - que apresentou mais clareza no texto. Novamente encontrei alguns errinhos de edição, mas em número menor do que no primeiro livro. Achei a capa muito fofa e fiquei presa na leitura, totalmente envolvida. Recomendo! :} 

* cortesia da autora

[Sorteio] - Resultado: A Garota Que Eu Quero

Boa noite!
Silvana Crepaldi foi sorteada e receberá o livro de Markus Zusak. Entrarei em contato por ela por e-mail e pelo Facebook. Caso não haja um retorno em até 48h, um novo sorteio será realizado.

Obrigada a todos que participaram!

[Resenha] - Livro: Matilda


O livro Matilda, Editora Martins Fontes, tem 256 páginas e foi escrito por Roald Dahl, em 1988. Conta a história de uma menina muitíssimo inteligente e precoce. Com um ano e meio já falava, aos três aprendeu a ler sozinha e aos quatro já sabia ler rápida e corretamente e, por isso, o interesse pelos livros surgiu nessa idade.

Seus pais não valorizavam suas qualidades e a existência dela parecia incomodá-los.  O Sr. e a Sr. Losna admiravam o filho mais velho que, assim como eles, só gostava de ver televisão. O casal repreendia Matilda pelo fato de ela sempre estar acompanhada pelos livros da biblioteca da cidade - que ela visitava diariamente, pois os pais a deixavam sozinha. Sr. Losna era um vendedor de carros trapaceiro e a única coisa que sua esposa fazia era jogar bingo, todas as tardes, numa cidade vizinha.

Com cinco anos e meio, Matilda começou a frequentar a escola. Ao mesmo tempo em que um mundo de oportunidades se abriu - já que a adorável Srta. Mel, sua professora, entendia que ela era especial e se esforçava para incentivá-la ainda mais - a pequena descobriu que seus pais não eram as únicas pessoas desonestas que existiam no mundo. Havia a diretora Taurino - uma mulher grande, forte e assustadora - que ameaçava e maltratava as crianças da escola.

Em meio a confusões, frustrações, travessuras e leituras enriquecedoras, Matilda é querida pelos colegas e se torna amiga da Srta. Mel - a tão bondosa educadora que, diferentemente do que a menina pensava, não era tão feliz quanto parecia.


Opinião: O livro de Roald Dahl - também autor do famoso A Fantástica Fábrica de Chocolate - é fofo, leve e encantador. A leitura é rápida e envolvente. Como não gostar de Matilda? Essa personagem marcou a minha infância e protagonizou um dos meus filmes favoritos. A magia da menina leitora sempre me encantou e, quando vi o livro no Espaço de Leitura da UFMG, não pude resistir. A adaptação para o cinema foi feita em 1996 e conta com um elenco maravilhoso (Danny DeVito como o Sr. Losna e Mara Wilson brilhou como Matilda). 



Alguém aí também já leu este livro?

[Especial] - Exposição: Livros para ler antes de crescer



O Espaço de Leitura, que fica no primeiro andar da Biblioteca Central da UFMG, comemorando outubro como o mês das crianças, apresenta a 3ª exposição de literatura infantojuvenil Livros para ler antes de crescer.



Nas pirâmides do ambiente de leitura, os livros mostrados estão todos relacionados a essa classificação e são exemplares novos. Moacyr Scliar, Meg Cabot, Pedro Bandeira e Paula Pimenta são alguns dos autores cujas obras podem ser consultadas e levadas para casa seguindo as normas de empréstimo da Biblioteca.

Livro-brinquedo pop-up: Alice no País das Maravilhas.

Além disso, há uma mostra de livros-brinquedo no canto direito do Espaço, reforçando que este estilo de literatura é aliado na busca de novos leitores. As crianças se aproximam dos livros de uma maneira lúdica e descontraída, através de obras que apresentam forte apelo visual e do tato, utilizando técnicas como pop-up e scanimation.

Natália Magalhães visitando a exposição
Natália Magalhães tem 12 anos e está no sexto ano do Ensino Fundamental. “É a primeira vez que venho aqui, mas virei mais vezes. Achei bem interessante a exposição”, conta após ser interrompida da leitura de um dos livros da coleção Judy Moody, de Megan McDonald. A adolescente gosta de ficção e a série Harry Potter está entre suas favoritas.


“A gente acaba esquecendo que literatura infantil não tem idade”, afirma Millenne Maria Mello Ferrante, aluna do terceiro período de Comunicação Social da UFMG, que visita o Espaço de Leitura todos os dias depois do almoço. “Achei ótima a exposição. Com ela eu descobri o autor de As aventuras de Tintim, o Hergé, e os livros são muito bons!”.



A exposição continua até dia 14 de novembro, aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 22h. A Biblioteca Central da UFMG fica no Campus Pampulha, Av. Antônio Carlos, 6627 - Pampulha - Belo Horizonte - MG. CEP 31270-901. Mais informações pelo telefone (31) 3409-4613.

Atualmente, sou estagiária na Divisão de Comunicação da Biblioteca Universitária da UFMG. A notícia acima foi escrita e as fotos foram feitas por mim para o site www.bu.ufmg.br ^_^ A exposição está muito legal, vale a pena conferir. Já li dois livros que estão expostos e um deles foi resenhado aqui.

[Resenha] - Livro: Um menino chamado Moisés



O livro Um menino chamado Moisés, Editora Atica, escrito por Moacyr Scliar, conta, em 56 páginas ilustradas, a infância do príncipe do Egito que foi livrado da morte graças à sabedoria de sua mãe e à bondade da princesa egípcia.

Moisés era filho de hebreus - povo escravizado naquele país, que acreditava em um único deus: Jeová - e, graças a uma ordem do Faraó, todos os meninos nascidos nessas família deveriam ser mortos. Sua mãe, no entanto, decidiu colocá-lo em um cestinho de vime e deixá-lo nas águas, para que a princesa se compadecesse e cuidasse dele.

O plano deu certo. Ao ouvir um choro de criança perto de onde se banhava, a filha do Faraó decidiu criá-lo como príncipe e contou com a ajuda de uma mulher "do povo" para amamentá-lo: a mãe biológica dele. Moisés viveu no palácio, mas sem esquecer suas origens.

O livro mescla relatos bíblicos de "Êxodo" com situações ficcionais criadas pelo autor, numa linguagem interessante, voltada para o público infantil. Além disso, as ilustrações  de Antonio Andrade merecem destaque, pois são muito bonitas.

Avaliação: 

[Resenha] - Livro: Desventuras em Série: Mau começo

O livro Mau começo é o primeiro dos treze que compõem as famosas Desventuras em Série. Escrito por Lemony Snicket, editado por Companhia das Letras (2001),  possui 152 páginas e conta a história de três crianças que, embora muito inteligentes e encantadoras, não têm sorte alguma.

Violet é a mais velha dos três irmãos Baudelaire. Com fortes inclinações para a engenharia, a menina de 13 anos é capaz de criar aparatos surpreendentes. Responsável e atenciosa, está sempre cuidando dos mais novos: Klaus e Sunny.

Klaus é um menino que adora livros e, assim como a irmã, é muito astuto. Sunny é ainda um bebê e, embora não fale nada, se faz entender através de suas mordidas e grunhidos.

Um incêndio na mansão em que viviam acaba por tirar a vida de seus pais. Órfãos e sozinhos, são avisados de que a herança deixada só será usada por eles quando Violet atingir a maioridade. Provisoriamente, como pedia o testamento, eles ficariam com alguém da família.

Sr. Poe, advogado, descobre então a existência de Conde Olaf, um parente distante que vivia na mesma cidade que os Baudelaire. Levados para a casa dele, logo as três crianças descobrem que se trata de uma pessoa cruel, assustadora e opressora. O único interesse que tinha era de um dia pôr as mãos no dinheiro deles.
"Se vocês se interessam por histórias com final feliz, é melhor ler algum outro livro. Vou avisando, porque este é um livro que não tem de jeito nenhum um final feliz, como também não tem de jeito nenhum um começo feliz, e em que os acontecimentos felizes no miolo da história são pouquíssimos. E isso porque momentos felizes não são o que mais encontramos na vida." (Mau Começo - Lemony Snicket)

 
Opinião: Um infantojuvenil diferente. Realmente, como afirma o narrador, não há felicidade na história. A leitura flui muito bem, terminei o livro em um dia e gostei bastante - apesar de ficar indignada com tanto sofrimento!

Avaliação: 

[Resenha] - Livro: Ensaio sobre a cegueira

O livro Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, é uma obra filosófica, intensa e carregada de peculiaridades linguísticas. Saramago abre mão de pontuação e abandona a divisão em capítulos, fazendo da leitura uma experiência diferente. Além disso, foi mantida a ortografia vigente em Portugal.

Um homem estava dirigindo seu carro. O sinal fechou. Ele parou o carro. O sinal abriu. Ele já não via mais nada. Cegou completamente e de repente. O mundo - antes cheio de cores e formas - era agora uma brancura enevoada, nada mais que isso. "Nascia" aí o primeiro cego tomado pelo "mal-branco".

A cegueira começou a se espalhar, como um epidemia, sem escolher suas vítimas. O médico oftalmologista (que ironia!), a mulher de óculos escuros, o rapazinho estrábico, a mulher do primeiro cego... são exemplos da pessoas acometidas da doença misteriosa. É interessante ressaltar a ausência de nomes dos personagens, como se lhes bastassem a voz e o tipo que representavam. (Isso é destacado por um escritor, também personagem da história).

Havia, no entanto, um par de olhos que tudo viram. Eram da mulher do médico que, abençoada ou castigada, não cegou. Ela presenciou todo o horror vivido pelos homens que, sob a condição de cegos, perderam o controle de suas vidas.  Foram todos levados para "prisões" que garantiriam segurança a eles e ao resto da sociedade. O livro traz relatos fortes de violência, estupros, fome e muitas coisas que, na narrativa, animalizaram o ser humano.

Opinião: Um livro que com certeza me marcará para sempre. Uma leitura difícil, não tanto pela maneira alternativa de construção do texto pelo autor, mas sim pela intensa ligação e solidariedade com os personagens da história. Sofri com eles, ceguei como eles, muitas vezes vi a aflição em que viviam através dos olhos da mulher do médico. Ensaio sobre a cegueira coloca em destaque muitas reflexões sobre nossa própria condição e responsabilidade como humanos. Leitura recomendada! 

Avaliação:

Citações favoritas:

"Aonde vais, que é, provavelmente, a pergunta que os homens mais fazem às suas mulheres, a outra é Onde estiveste."

"na verdade ainda está por nascer o primeiro ser humano desprovido daquele segunda pele a que chamamos egoísmo, bem mais dura que a outra, que por qualquer coisa sangra."

"ah, sobretudo os olhos, virados para dentro, mais, mais, mais, até poderem alcançar e observar o interior do próprio cérebro, ali onde a diferença entre o ver e o não ver é invisível à simples vista."

"Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem."

"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

Outras capas: