[Resenha] - Livro: Amigos inimigos




O livro “Amigos Inimigos”*, publicado em 2012 pela Editora Novo Século, escrito por Vanessa Martinelli, é o primeiro romance infantojuvenil da autora.

Conta a história de Maria, uma adolescente de 14 anos que vive com sua mãe e um irmão mais novo chamado Américo. Ela não suporta seu vizinho (e colega de classe) Jack.  Durante a infância, os dois eram amigos e se davam bem. Mas o tempo passou, deu um jeito de afastá-los e um começou a irritar profundamente o outro, tornando a convivência impossível.

Maria era apaixonada por Maurício, o mais bonito da sala, e possuía um grupo de amigas para todas as horas: Patrícia, a "voadinha"; Camila, inteligente e responsável e Morgana, rica e adorável. Uma gincana na escola mobilizou a turma - que queria receber o prêmio: um fim de semana em um hotel.

Os acontecimentos são singelos e demonstram o dia-a-dia dos adolescentes, cada um com seus problemas e confusões. No meio da raiva por Jack, Maria começa a ficar angustiada porque observou que o antes agitado menino anda agora calado e triste.  Pelo quê ele poderia estar passando?

Opinião: De repente esfriou. Peguei dois cobertores, uma caneca com chocolate quente, este e livro e comecei a leitura. O jeitinho da personagem principal Maria me encantou, mas sempre estive do lado de Jack. rs Terminei de ler em uma tarde e restou uma sensação boa ao acabá-lo. Adoro literatura infantojuvenil e Vanessa conseguiu conduzir a história de uma forma fofinha. O fato de a ilustração da capa ter sido feita por ela foi outro elemento que me chamou a atenção. Super recomendado! 
* cortesia da autora

[Resenha] - Livros: O Filho de Netuno e A Marca de Atena

Os livros resenhados a seguir são as continuações do livro "O Herói Perdido" e portanto, podem conter revelações sobre o enredo dele.

O Filho de Netuno, Rick Riordan
Os Heróis do Olimpo - Livro Dois

A vida de Percy Jackson é assim mesmo: uma grande bagunça de deuses e monstros que, na maioria das vezes, acaba em problemas. Filho de Poseidon, o deus do mar, um belo dia ele acorda de um longo sono e não sabe muito mais do que o seu próprio nome. Mesmo quando a loba Lupa lhe conta que ele é um semideus e o treina para lutar usando a caneta/espada que carrega no bolso, sua mente continua nebulosa. De alguma forma, Percy consegue chegar a um acampamento de semideuses, mas o lugar não o ajuda a recobrar qualquer lembrança. A única coisa que consegue recordar é outro nome: Annabeth.

Com seus novos amigos, Hazel e Frank, Percy descobre que o deus da morte, Tânatos, está aprisionado e que Gaia pretende reunir um exército de gigantes para dominar o mundo e reescrever as regras da vida e da morte. Juntos, os três embarcam em uma missão aparentemente impossível rumo ao Alasca, uma terra além do controle dos deuses, para cumprir seus papéis na misteriosa Profecia dos Sete. Se falharem, as consequências, é claro, serão desastrosas.
Opinião: Sempre amei tanto Mitologia Grega que deixei a Romana bem de lado. Com O Filho de Netuno, pude descobrir um pouco mais sobre as transformações dos deuses na passagem de um país pro outro. Senti falta do Acampamento Meio-Sangue e do Jason (/amei), mas confesso que me apaixonei perdidamente pelos novos personagens romanos, Hazel e Frank. Surpreendente, como todos os outros livros do (lindo) do Rick! /cute

A Marca de Atena, Rick Riordan
Os Heróis do Olimpo - Livro Três
Cortesia da Intrínseca pro Ratas /amando

Annabeth está apavorada. Justo quando ela está prestes a reencontrar Percy - após seis meses afastados por culpa de Hera -, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para o combate. A bordo do Argo II com os amigos Jason, Piper e Leo, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma de guerra grega: afinal, com um dragão de bronze fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece mesmo nada amigável. Annabeth só pode torcer para que os romanos vejam seu pretor Jason na embarcação e compreendam que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão ali em missão de paz.

Os problemas de Annabeth não param por aí - ela carrega no bolso um presente da mãe, que veio acompanhado de uma ordem intimidadora: Siga a Marca de Atena. Vingue-me. A guerreira já carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete semideuses em busca das Portas da Morte. O que mais Atena poderia querer dela?

O maior medo de Annabeth, no entanto, é que Percy tenha mudado. E se ele já estiver habituado demais aos costumes romanos? Será que ainda precisará dos velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria, Annabeth sabe que nasceu para liderar; no entanto, também sabe que nunca mais vai querer viver sem o Cabeça de Alga.

Opinião: Decepcionante. Ouvi minhas amigas falando TANTO e TÃO BEM desse livro que acabei esperando demais. O amor já diminui quando eu vi os narradores: cadê o Jason, o Frank e a Hazel? Afinal de contas, eles são os meus favoritos! /falonada Apesar do desgosto, o livro não foge dos padrões do Rick: uma grande aventura com aquele final de tirar o fôlego e entrar em choque. Não tem como não amar todos os personagens! Ah, acho importante destacar: "A Marca de Atena" é o livro mais engraçado que eu já li na minha vida! Tive que me segurar muito para não acordar a casa inteira com a minha risada /sorriso

[Resenha] - Livro: Memórias Póstumas de Brás Cubas

Escrito pelo mestre Machado de Assis, "Memórias Póstumas de Brás Cubas" é um marco do Realismo brasileiro. A obra serviu para revolucionar os romances do país através da sua crítica sutil, inovadora e inteligente à burguesia do século XIX.

Logo de início o livro já surpreende: nos deparamos com um defunto autor que dedica seus escritos ao primeiro verme que roeu seu cadáver. Com isso, Machado consegue ironizar as melosas e costumeiras dedicatórias presentes no movimento literário anterior: o Romantismo.

Somos guiados pelas memórias de Brás Cubas, nascido em uma família rica e, desde cedo, extremamente mimado. Personificação da classe burguesa da época, Cubas foi um homem ocioso de poucas realizações, amores vazios e grandes ressentimentos.

Por ser em primeira pessoa, Brás Cubas conduz a história como bem entende. Dessa forma, o livro não apresenta nenhuma ordem cronológica, sendo cheio de digressões, impressões pessoais e (fiquem atentos!), algumas mentiras.

Na obra, Machado deixa de lado o sentimentalismo e o moralismo superficial Romântico. Cubas conta todas as suas desventuras, seus preconceitos e mascara os seus fracassos. O aprofundamento psicológico do personagem nos permite julgar, por conta própria, o comportamento da elite brasileira e internacional. Mesmo sendo escrito em 1880, as temáticas abordadas continuam atuais.

Percebe-se que conhecer o período literário em que a obra se insere (o Realismo), o contexto histórico e o estilo machadiano é imprescindível para uma melhor compreensão da obra e da crítica inserida nela. Um leitor desavisado encontrará um livro divertido, porém com uma história um tanto quanto vazia.

"(...) Morrer, meu anjo? Que ideias são essas! Você sabe que eu morrerei também... Que digo?... Morro todos os dias, de paixão, de saudades..."

Avaliação:

[Lista] - Meta de leitura para as férias

Acordei querendo compartilhar com vocês os livros que pretendo ler nas férias. A lista está pequena, mas porque sei que, estando em casa, vou querer aproveitar muito minha família e deixar apenas para as noites a companhia dos livros. 



1 - 1984 (George Orwell)
A Amanda já leu e me passou vontade. Por ser apaixonada pelo livro "A revolução dos bichos", do mesmo autor, acredito que gostarei também deste. Além do mais, vejo este livro quase que como uma "leitura obrigatória".

2 - Ramsés, o filho da luz (Christian Jacq)
O primeiro da saga composta por cinco livros sobre a vida do faraó Ramsés. Há tempos não tenho contato com nada relacionado ao Antigo Egito e estou sentindo falta, pois acho muito interessante. No livro, pelo que entendi, o autor retira a imagem de "vilão" que temos de Ramsés.

3 - Mar de dentro (Lya Luft)
Relatos da infância da autora!!

4 - Jogos Vorazes (Suzanne Collins)
Apenas atrasada né? Comecei a ler nas últimas férias, mas vim para Belo Horizonte e deixei o livro em Alfenas. Pretendo recomeçá-lo,  porque estava bem envolvida com a história.

5 - Ensaio sobre a cegueira (José Saramago)
Sempre me despertou curiosidade, mas nem ao menos assisti ao filme quando ele foi lançado. Lembro-me de ir aos sebos da cidade procurá-lo com uma amiga que queria muito este livro, no entanto não conseguimos encontrar. Quando o vi na prateleira da biblioteca não pude deixar de me lembrar dela e a vontade de lê-lo ressurgiu com força.


E vocês? Já separaram o que lerão nas férias?

[Resenha] - Livro: Assassinato no campo de golfe

O livro "Assassinato no campo de golfe", de Agatha Christie, publicado na década de 20, conta a história de um pai de família rico chamado Sr. Renauld que envia às pressas um pedido de ajuda ao famoso detetive Hercule Poirot. Atendendo ao chamado, viaja ao encontro de seu cliente e surpreende-se ao descobrir que este fora assassinado!

A narração fica por conta do capitão Hastings, amigo do detetive que atua a seu lado, e é fácil acontecer uma identificação do leitor com esse personagem, tendo-se em vista que ambos sempre pensam estar próximos de descobrir a verdade e são surpreendidos pela perspicácia de Poirot.

O caso do assassinato começa a se mostrar um pouco mais complicado quando a arma do crime desaparece e em seguida ressurge em outro cadáver, encontrado na mesma propriedade. A polícia francesa, Hastings, Poirot e um outro detetive chamado Giraud se unem para tentar desvendar o mistério, porém a solução só mesmo a inteligência dede Poirot consegue encontrar.

Opinião: Este é o segundo livro da autora que leio (o outro foi resenhado aqui) e mais uma vez me enganei ao identificar o assassino. rs Agatha consegue criar personagens sedutores que envolvem a leitura, tornando-a interessante. O título de "Rainha do Crime" combina com ela, que consegue conduzir o leitor a equívocos, já que todos os suspeitos mesclam culpa e inocência. O final é surpreendente e a leitura é leve e gostosa. Recomendo.

Avaliação: 

[Sorteio] - Resultado: Como roubar a espada de um dragão

Boa tarde! Chegou ao fim mais um sorteio.
Agradeço a participação de todos e venho anunciar o vencedor:

204 - Iago Oliveira

Ele seguiu as regras direitinho. Entrarei em contato com ele e terá até três dias para responder. Caso contrário, outro sorteio será realizado. O envio fica por conta da Intrínseca. :)



Beijos

[Especial] - Exposição "Marcando a História"

Oi, tudo bem?
Tenho o costume de passar pelo Espaço de Leitura da Biblioteca Central da UFMG no intervalo entre o almoço e o estágio. No entanto, só percebi hoje a exposição "Marcando a História", que está monta desde o dia 04 de junho. O intuito da mostra é apresentar e incentivar a utilização dos marcadores como forma de preservação dos livros.


Em meio a informações e curiosidades históricas, peças atuais são expostas, exemplificando a diversidade existente. Marcadores artesanais feitos de EVA, de papiro, com bordados e de origami são alguns tipos presentes. Além disso, há uma sessão em que marcadores que podem danificar os livros são exibidos.

“Achei muito interessante mostrar coisas que a gente nem para para pensar, como o elástico estragar o livro”, conta Alessandra Giovanna de Almeida, minha colega de sala. “Traz formas criativas de enfeitar seu momento de leitura”, acrescenta..

Há uma caixa com itens disponibilizados ao visitante, que pode levá-los para casa. Pegamos alguns! rs :P Tirei essas fotos com meu celular, por isso não estão muito boas. Clique nelas para ampliá-las.


Gostei de saber um pouco mais sobre eles.
Vocês também gostam de marcadores? Utilizam?

[Resenha] - Livro: O Mercador de Veneza


"O mundo, para mim, é o mundo, apenas, Graciano: um palco em que representamos, todos nós, um papel, sendo o meu triste."

O livro O Mercador de Veneza (The Merchant of Venice), de William Shakespeare, Editora Lacerda, tradução de Barbara Heliodora, 146 páginas, retrata os conflitos entre judeus e cristãos, colocando o personagem judeu Shylock, um agiota, como uma pessoa extremamente gananciosa.

Bassanio deseja casar-se com Porcia e, para isso, ele se endivida com seu amigo Antonio (um mercador de Veneza). Este, por sua vez, endivida-se com Shylock. O agiota pede, no acordo, que caso o dinheiro não seja pago no prazo, ele tenha direito a uma libra da carne de Antonio, cortada bem perto do coração.

Com o negócio feito, Bassanio viaja para tentar a sorte. Acontece que o pai de Porcia, antes de morrer, deixou um enigma que somente o homem que desvendasse teria direito à mão da filha. Três urnas traziam três frases, aquela que continha dentro o retrato de Porcia, caso escolhida, representava a vitória.

Bassanio faz a escolha certa, mas a alegria dura pouco. Ele fica sabendo que Antonio está prestes a ter a carne cortada pelo judeu, já que o prazo se esgotou. As reviravoltas aqui começam e deixam o leitor bastante envolvido. A obra é cheia de personagens encantadores que, mesmo não protagonizando a história, são marcantes.

Opinião: Eis aqui alguém que achava não gostar do jeitinho Shakespeare de escrever. Já cheguei a dizer isso, inclusive aqui no blog, e me arrependo disso. O livro "O Mercador de Veneza" mudou meu ponto de vista e me fez rever conceitos. A fase pela qual passamos realmente interfere no modo de sentir e interpretar a obra. Dei risadas enquanto lia e achei leve demais. Recomendo com certeza!

Avaliação:



Assim que terminei a leitura, decidi assistir ao filme. O que me chamou a atenção foi o Al Pacino, no papel de Shylock. A versão cinematográfica foi produzida em 2004, com roteiro de Michael Radford. O texto manteve-se bem fiel ao do livro, no entanto senti a essência um pouco transformada. Tomada por outro ângulo, a história perdeu o caráter cômico que observei durante a leitura. Assistindo ao filme - e não sei se de maneira proposital da produção ou efeito do meu encanto pelo Al Pacino - percebi o agiota judeu não como vilão, mas como vítima e permaneci o tempo todo em sua defesa.  Preferi o livro, mas, caso se interessem, o filme está disponível na íntegra no Youtube.