[Resenha] - Livro: A última carta de amor

O livro “A Última Carta de Amor”, escrito por Jojo Moyes e publicado pela Editora Intrínseca, fala de amores proibidos e do poder que as palavras escritas possuem. Ellie, uma jornalista que vive um caso com um homem casado, está com o emprego em jogo por andar muito distraída. Melissa, sua chefe, pede que ela faça um artigo comparando o modo de vida na década de 60 com a atualidade, com base nos arquivos do jornal.

Mexendo naquelas pastas empoeiradas, Ellie encontra cartas de amor escritas por "B." a "Jennifer". Aquela história deixa a jornalista curiosa, mas ela permanece imersa em seus próprios problemas.

A narrativa oscila entre presente e passado, mostrando a vida do casal apaixonado que trocava cartas...

Jennifer Stirling acorda no hospital depois de um acidente de carro sem conseguir se lembrar muito bem dos últimos meses. Tudo é vago e confuso. Ela não se sente mais a mesma. O marido "perfeito", a casa maravilhosa, o círculo social animado... Ela parece não se encaixar em nada daquilo. Mexendo em seu armário, encontra uma carta de amor delicada, assinada por "B". Ela passa, então, a observar os amigos do marido que possuem nomes que começam com a letra B e não percebe nada diferente em nenhum deles. Jennifer tenta entender quem era o amante dela, o motivo
de ele ter sumido e o que poderia fazer para reencontrá-lo.

Anos depois, o destino coloca a jornalista Ellie diante de Jennifer e as duas conseguem, juntas, encontrar algumas respostas.

Opinião: Amo livros com protagonistas jornalistas! hahaha Por que será, né? Fico me imaginando no lugar deles, investigando essas histórias, trabalhando nessas redações ... Eu acredito no poder transformador do jornalismo e o romance "A Última Carta de Amor", mesmo sendo de ficção, mostra um pouco disso. Li o livro rapidinho e gostei muito. 

Mais livros da autora resenhados aqui no blog:

Um beijo e até mais!

[Prêmio Jabuti] - Finalistas 2016

Saiu a lista de finalistas do 58º Prêmio Jabuti! Criado em 1958, ele é o mais tradicional prêmio do livro no Brasil. Em 2016, a premiação contempla diversas categorias, como capa; infantil; poesia; e contos e crônicas. É muito bacana ver livros resenhados aqui no blog nesta lista!

O nosso parceiro Maurício Gomyde está concorrendo com o livro “Surpreendente!”, na categoria “Juvenil”. Publicada pela Intrínseca, a obra tem como protagonista um jovem cineasta chamado Pedro que contrariava as expectativas médicas por ter uma doença degenerativa nos olhos que havia se estabilizado. Com amigos (e um amor) ele faz uma viagem inesquecível.

Na categoria “Infantil”, “Malala, a menina que queria ir para a escola”, escrito por Adriana Carranca e publicado pela Companhia das Letrinhas, tem tudo para vencer. O livro conta a emocionante história da jovem Nobel da Paz que luta pela educação das meninas, mesmo depois de terem tentado matá-la por isso. Amei muito este livro! Ele se assemelha a um livro-reportagem, só que para crianças.

Meu coração fica dividido, pois “Lá e Aqui”, de Carolina Moreyra e Odilon Moraes, da Editora Zahar, também concorre na categoria “Infantil” e é maravilhoso. O livrinho (sério, muito fofo) disputa na categoria “Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil”.

A lista com todos os finalistas, de todas as categorias, está disponível no site do Prêmio Jabuti. Quais são suas apostas? Tão bom ver a literatura nacional sendo valorizada.

♥ Clique nas fotos abaixo para ler as resenhas: 

[Exposição] - ComCiência em BH

Arcadia, Patricia Piccinini. Fonte: Site CCBB
A exposição "ComCiência", da artista Patricia Piccinini, está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Belo Horizonte. Sempre quis ver de perto esses seres estranhos criados por ela. A australiana levou para a arte a questão da mutação genética, com obras cheias de realismo. Esculturas, desenhos, fotografias e vídeos fazem parte da mostra que tem curadoria de Marcello Dantas.
Fotos: Thaís Leocádio
Os destaques são as esculturas feitas de silicone e fibra de vidro. Apesar de causarem estranhamento, as figuras quase humanas têm expressões afetuosas, carinhosas, simpáticas. Adultos e crianças se encantam diante das peças. É impossível não se envolver. A exposição fica aberta das 9h às 21h, até o dia 4 de janeiro.
Fotos: Thaís Leocádio



Serviço
Exposição ComCiência, de Patricia Piccinini
Quando? Até 4 de janeiro de 2017, das 9h às 21h
Onde? CCBB BH - Circuito Cultural Praça da Liberdade
Entrada gratuita 
Mais informações estão no site do CCBB.

[Resenha] - Livro: Pax



"Pax", escrito por Sara Pennypacker e ilustrado por Jon Klassen, fala sobre a amizade de um garoto e a raposa de estimação dele, cujo nome dá título ao livro.

Apesar de o nome do bichinho significar "paz", os personagens estão vivendo um período de guerra. O conflito foi responsável por separá-los. O pai do protagonista foi servir ao exército e, por isso, abandonou Pax na estrada e deixou o garoto morando com o avô.

O menino estava junto com o pai no momento do abandono e não conseguiu se perdoar. Por isso, juntou suas coisas, fugiu da casa do avô e deu início, à pé, a uma viagem de resgate. Ele precisava encontrar Pax, pois, criado em casa, o animal não sobreviveria à vida selvagem.

No caminho, o garoto se machucou gravemente, quebrando o pé. Conseguiu ajuda em uma casa afastada, onde vivia uma mulher misteriosa que tinha uma perna de pau.

A narrativa intercala capítulos focados no menino com outros que trazem a perspectiva de Pax. Os desafios que o garoto enfrenta para tentar reencontrar o amigo peludo são apresentados ao mesmo tempo em que Pax faz amigos selvagens (que o ajudam a redescobrir seus instintos).
Opinião: História simples e emocionante. Os personagens vão sendo construídos aos poucos ao longo do enredo e isso me deixou bem interessada. Há uma forte humanização dos animais também. O livro é cheio de frases de efeito e de reflexão. Achei o projeto gráfico de "Pax" bem bonito (e parecido com o dos livros da Editora Zahar). Recomendo a leitura!
Avaliação: 



[Resenha] - Livro: Loney

O livro "Loney", escrito por Andrew Michael Hurley e publicado pela Editora Intrínseca, tem 304 páginas. A obra de ficção é narrada por "Tonto" Smith, ora jovem, ora adulto. O protagonista se sente responsável pelo irmão mais velho, Hanny, que é mudo.

Todos os anos, na Páscoa, a família Smith viaja com membros da paróquia de São Judas Tadeu para um santuário na costa da Inglaterra, na esperança de que Hanny seja curado lá. Eles sempre foram guiados pelo padre Wilfred, mas, depois da morte dele, o jovem padre Bernard é quem assume a missão.

O grupo estava, como de costume, hospedado no Loney. Os dois garotos começaram, então, a ter contato com pessoas estranhas, como um casal que mantinha presa uma criança grávida em uma cadeira de rodas. O tempo passa e Hanny não precisa mais de supervisão.

Os acontecimentos daquele feriado são esquecidos por muitos anos, até o corpo de um bebê ser encontrado na praia daquele local sagrado. Por décadas, apenas Tonto guardou as memórias daquele sombrio passeio. Será que o mistério do lugar vai ser desvendado?

Mais informações no site da editora

Opinião: O livro veio de surpresa enviado pela Intrínseca e não é o estilo que costumo ler. Mesmo assim, decidi arriscar. Antes, li algumas resenhas classificando este livro como sendo de terror. E eu sou muito medrosa! Fui lendo devagar, temendo o tal momento assustador - que nunca chegou! hahahaha O livro é bom, mas eu esperava mais dele. Fiquei com a sensação de que não entendi nada. A história tem muitos buracos para que o leitor preencha com a imaginação e eu não estava muito criativa.

Avaliação: 
* cortesia da editora