[Resenha] - Livro: O Pequeno Príncipe



Alguns livros podem ser considerados como leitura obrigatória. Outros, no entanto, são releituras obrigatórias. Amanda me disse que "O Pequeno Príncipe" deve ser relido até que o leitor não encontre nele mais nenhuma lição nova. Posso afirmar que, após ter relido duas vezes, me surpreendi, observando e absorvendo detalhes que me passaram despercebidos de primeira. E tenho certeza de que, se pegá-lo mais uma vez, descobrirei mais mensagens lindas.

O livro "Le Petit Prince", escrito por Antoine de Saint-Exupéry, conta a história de um piloto que, em meio ao deserto africano, teve problemas em seu avião. Enquanto se esforçava para consertá-lo, um homenzinho apareceu ao seu lado, fazendo muitas perguntas.

Aos poucos, o piloto pôde compreender a vida do Pequeno Príncipe - que vivia em um pequeno planeta só dele, amava e cuidava de uma rosa, adora ver o pôr-do-sol e morria de medo que os baobás destruíssem seu lar.

O narrador descobre, ainda, que o princepezinho esteve viajando por vários planetas antes de chegar à Terra. As metáforas nessas visitas são bonitas e levam a uma reflexão sobre a condição humana: os vícios, as falhas, a vaidade, o desejo de poder... O Pequeno Príncipe orienta e emociona, basta ter sensibilidade para perceber seus ensinamentos.

Creio que seja inútil preencher este post com citações, tendo em vista que existem tantas que são muito famosas. Se uma pessoa é responsável por tudo aquilo que cativa, então o princepezinho é responsável por mim, eternamente.

Avaliação: 



[Thaís Diz] - Meme: De onde eu posto

Por mais que o Ratas de Biblioteca seja um blog literário, é difícil para uma blogueira que acompanhou diversas fases desse "universo blogueiro" não querer ser mais pessoal. Descobri o grupo ROTAROOTS - Blogueiros de Raiz e percebi que muitas pessoas possuem o mesmo sentimento de nostalgia de que falei neste post: Direto do túnel da blogosfera.

A proposta do grupo é reunir pessoas que compartilham este carinho pelo passado dos diários virtuais e realizar a interação entre estes blogueiros das antigas. Um dos temas da blogagem coletiva de fevereiro é o meme "De onde eu posto". Pois bem, aqui está o meu cantinho:


Na parede, à esquerda, minha coleção de personagens: Snoop, família do Shrek, Kung Fu Panda, Sid da Era do Gelo, Cinderela e Tatá, Mike Wazowski, Will e Irma de W.i.t.c.h e Magali. Adoro olhar para eles! rs Na mesa, minha caneca com lápis, lápis de cor e canetas. A garrafinha de água fica sempre aí e é dos Minions. Os post-its e as agendas são para me lembrar dos compromissos do estágio, da faculdade e, também, do Ratas.

O que acharam?
Convido os saudosistas a participarem do grupo!
Beijos

[Resenha] - Livro: Bonequinha de luxo


Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's), escrito por Truman Capote, é formado por quatro histórias, sendo a maior delas a que dá título ao livro. Editado pela Companhia das Letras, possui 152 páginas e encanta pela forma envolvente com que é escrito.

Para começar, temos a conhecida novela sobre a prostituta de bom coração, Holly Golightly, marcante graças à adaptação cinematográfica com Audrey Hepburn. Uma garota tagarela, fã da joalheria Tiffany's e que sonha com um marido rico, a protagonista bem construída prende a atenção do leitor em meio às suas confusões e aos seus anseios. Mesmo sem móveis em seu apartamento e quase sempre com a despensa vazia, Holly leva uma vida agitada e noturna cercada de membros da mais alta sociedade nova iorquina. No prédio onde mora, conhece um escritor (o qual ela chama de "Fred", porque a faz lembrar do irmão que está lutando na Segunda Guerra) e é ele o personagem o narrador da história.

Depois, vem o conto "Uma casa de flores", também com uma prostituta no papel principal. No entanto, aqui, ela não é "de luxo". Vive numa casa com outras mulheres e, certo dia, decide fugir com um de seus clientes. Essa história me deixou um pouco incomodada, foi a de que menos gostei. A personagem principal, que julguei ser tão segura de suas escolhas, era na verdade submissa e um pouco apegada ao sofrimento.

Em seguida, "Um violão de diamante" fala sobre a amizade (que desconfio ser amor) entre dois presidiários: um jovem cubano com sede de vida e liberdade e um homem mais velho conformado com sua situação até a chegada do primeiro. Entre melodias e planos de fuga, fica difícil não se sensibilizar com a situação desleal de sedução naquela colônia penal sulista.

O livro se encerra com "Memória de Natal", conto emocionante e intenso que envolve lembranças e um forte sentimento de nostalgia. A amizade entre um menino e uma velhinha que levam suas vidas ansiando pelo Natal - época em que, juntos, fazem bolos e distribuem para as pessoas de que gostam - é comovente e sincera. Os dois economizam centavo por centavo e produzem os presentes com a maior alegria do mundo. Certo dia precisam se separar - e então fica evidente como "aqueles que decidem o que é certo" podem ser injustos e incompreensivos.

Avaliação: 

[8 on 8] - Tema livre

Projeto fotográfico: Oito blogueiras, todo dia 8, postarão oito fotos.
O 8 on 8 desse mês teve tema livre. As quatro primeiras fotos foram tiradas na Escola de Belas Artes (EBA) e as quatro últimas são do meu Instagram. :)










Barbara Sá  ♥ Djenifer Dias ♥ Gabriela Melo ♥ Helen Linhares ♥ Izabela Tomlinson ♥ Lavynnya Vilaça ♥ Priscila Bittencourt

[Citação da semana] - #4


"- Não há no céu fúria comparável ao amor transformado em ódio nem há no inferno ferocidade como a de uma mulher desprezada.

Eu olhei para ele.

-Está falando por experiência própria?

Ele deu um pequeno sorriso à luz da lua.

- É uma citação de William Congreve."

A Terra das Sombras, Meg Cabot


Confira as últimas resenhas:
[Resenha] - Livro: A rainha da fofoca
[Filme] - A menina que roubava livros
[Resenha] - Livro: Um amor para recordar
[Resenha] - Livro: O milagre dos pássaros
[Resenha] - Livro: Fazendo meu filme 2

[Resenha] - Livro: A rainha da fofoca

O livro "A rainha da fofoca" é o primeiro da série de mesmo nome. Com 431 páginas, Editora Galera Record, e escrito por Meg Cabot, é narrado em primeira pessoa por Lizzie Nichols, uma recém-formada em História da Moda que não tem ideia do que fazer com este diploma. Porém, ela percebe que se esqueceu de um pequeno detalhe: a monografia. Isso faz com que ela entre em pânico porque, ao contrário do que todos pensam, irá demorar até conseguir tal diploma. Ela finge que está tudo bem e tenta manter segredo sobre isso.

Após ter juntado dinheiro trabalhando em um brechó, decide que é hora de passar as férias de sua vida ao lado de seu amado Andrew, que mora na Inglaterra. Ao chegar lá, descobre que o amor à distância que mantinha há meses não era bem o que ela esperava. A realidade se mostra bem diferente de seus planos, o que a deixa frustrada. (Frustrada e com uma monografia para escrever!).

Num ato de coragem, viaja até a França para encontrar sua amiga Shari, que está hospedada em um château maravilhoso que pertence ao amigo de Chaz, seu namorado. Em troca, os "hóspedes" teriam a missão de ajudar em um casamento que aconteceria naquele lugar estonteante.

No trem, em busca de um assento vago, Lizzie acaba encontrando um americano com quem desabafa e chora horrores. Este desconhecido - cujo nome ela descobre mais tarde ser Luke - é capaz de restaurar a fé que ela tinha nos homens.


Opinião: Este livro da Meg não é voltado para o público infantojuvenil, mas para adultos. Divertida, como sempre, a autora prende a atenção do leitor neste chick-lit adorável. Estou doida para ler os outros dois livros da série! :)

[Filme] - A Menina que Roubava Livros

A Menina que Roubava Livros
(título original: The Book Thief)

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com a amigo Rudy (Nico Liersch).

Ontem assisti ao filme "A Menina que Roubava Livros". A expectativa era gigante, uma vez que o filme foi inspirado em um dos meus livros favoritos, de mesmo nome (falei um pouco sobre ele aqui). Achei a fotografia linda (as cores, os cenários ) e também me encantei com a escolha dos atores (não teria como existir um Max maaais perfeito!). Porém, como grande admiradora da história, acabei me decepcionando bastante. Partes realmente importantes foram retiradas e os personagens não foram retratados como deveriam (uma Liesel bem vestida, limpinha e impecável simplesmente não é uma Liesel!).


E vocês? Já leram o livro ou assistiram ao filme? O que acharam? Tirando a parte da decepção de fã, acharam o filme bom? Beijos!