[Resenha] - Livro: Pax



"Pax", escrito por Sara Pennypacker e ilustrado por Jon Klassen, fala sobre a amizade de um garoto e a raposa de estimação dele, cujo nome dá título ao livro.

Apesar de o nome do bichinho significar "paz", os personagens estão vivendo um período de guerra. O conflito foi responsável por separá-los. O pai do protagonista foi servir ao exército e, por isso, abandonou Pax na estrada e deixou o garoto morando com o avô.

O menino estava junto com o pai no momento do abandono e não conseguiu se perdoar. Por isso, juntou suas coisas, fugiu da casa do avô e deu início, à pé, a uma viagem de resgate. Ele precisava encontrar Pax, pois, criado em casa, o animal não sobreviveria à vida selvagem.

No caminho, o garoto se machucou gravemente, quebrando o pé. Conseguiu ajuda em uma casa afastada, onde vivia uma mulher misteriosa que tinha uma perna de pau.

A narrativa intercala capítulos focados no menino com outros que trazem a perspectiva de Pax. Os desafios que o garoto enfrenta para tentar reencontrar o amigo peludo são apresentados ao mesmo tempo em que Pax faz amigos selvagens (que o ajudam a redescobrir seus instintos).
Opinião: História simples e emocionante. Os personagens vão sendo construídos aos poucos ao longo do enredo e isso me deixou bem interessada. Há uma forte humanização dos animais também. O livro é cheio de frases de efeito e de reflexão. Achei o projeto gráfico de "Pax" bem bonito (e parecido com o dos livros da Editora Zahar). Recomendo a leitura!
Avaliação: 



[Resenha] - Livro: Loney

O livro "Loney", escrito por Andrew Michael Hurley e publicado pela Editora Intrínseca, tem 304 páginas. A obra de ficção é narrada por "Tonto" Smith, ora jovem, ora adulto. O protagonista se sente responsável pelo irmão mais velho, Hanny, que é mudo.

Todos os anos, na Páscoa, a família Smith viaja com membros da paróquia de São Judas Tadeu para um santuário na costa da Inglaterra, na esperança de que Hanny seja curado lá. Eles sempre foram guiados pelo padre Wilfred, mas, depois da morte dele, o jovem padre Bernard é quem assume a missão.

O grupo estava, como de costume, hospedado no Loney. Os dois garotos começaram, então, a ter contato com pessoas estranhas, como um casal que mantinha presa uma criança grávida em uma cadeira de rodas. O tempo passa e Hanny não precisa mais de supervisão.

Os acontecimentos daquele feriado são esquecidos por muitos anos, até o corpo de um bebê ser encontrado na praia daquele local sagrado. Por décadas, apenas Tonto guardou as memórias daquele sombrio passeio. Será que o mistério do lugar vai ser desvendado?

Mais informações no site da editora

Opinião: O livro veio de surpresa enviado pela Intrínseca e não é o estilo que costumo ler. Mesmo assim, decidi arriscar. Antes, li algumas resenhas classificando este livro como sendo de terror. E eu sou muito medrosa! Fui lendo devagar, temendo o tal momento assustador - que nunca chegou! hahahaha O livro é bom, mas eu esperava mais dele. Fiquei com a sensação de que não entendi nada. A história tem muitos buracos para que o leitor preencha com a imaginação e eu não estava muito criativa.

Avaliação: 
* cortesia da editora