[Resenha] - Livro: O Mercador de Veneza


"O mundo, para mim, é o mundo, apenas, Graciano: um palco em que representamos, todos nós, um papel, sendo o meu triste."

O livro O Mercador de Veneza (The Merchant of Venice), de William Shakespeare, Editora Lacerda, tradução de Barbara Heliodora, 146 páginas, retrata os conflitos entre judeus e cristãos, colocando o personagem judeu Shylock, um agiota, como uma pessoa extremamente gananciosa.

Bassanio deseja casar-se com Porcia e, para isso, ele se endivida com seu amigo Antonio (um mercador de Veneza). Este, por sua vez, endivida-se com Shylock. O agiota pede, no acordo, que caso o dinheiro não seja pago no prazo, ele tenha direito a uma libra da carne de Antonio, cortada bem perto do coração.

Com o negócio feito, Bassanio viaja para tentar a sorte. Acontece que o pai de Porcia, antes de morrer, deixou um enigma que somente o homem que desvendasse teria direito à mão da filha. Três urnas traziam três frases, aquela que continha dentro o retrato de Porcia, caso escolhida, representava a vitória.

Bassanio faz a escolha certa, mas a alegria dura pouco. Ele fica sabendo que Antonio está prestes a ter a carne cortada pelo judeu, já que o prazo se esgotou. As reviravoltas aqui começam e deixam o leitor bastante envolvido. A obra é cheia de personagens encantadores que, mesmo não protagonizando a história, são marcantes.

Opinião: Eis aqui alguém que achava não gostar do jeitinho Shakespeare de escrever. Já cheguei a dizer isso, inclusive aqui no blog, e me arrependo disso. O livro "O Mercador de Veneza" mudou meu ponto de vista e me fez rever conceitos. A fase pela qual passamos realmente interfere no modo de sentir e interpretar a obra. Dei risadas enquanto lia e achei leve demais. Recomendo com certeza!

Avaliação:



Assim que terminei a leitura, decidi assistir ao filme. O que me chamou a atenção foi o Al Pacino, no papel de Shylock. A versão cinematográfica foi produzida em 2004, com roteiro de Michael Radford. O texto manteve-se bem fiel ao do livro, no entanto senti a essência um pouco transformada. Tomada por outro ângulo, a história perdeu o caráter cômico que observei durante a leitura. Assistindo ao filme - e não sei se de maneira proposital da produção ou efeito do meu encanto pelo Al Pacino - percebi o agiota judeu não como vilão, mas como vítima e permaneci o tempo todo em sua defesa.  Preferi o livro, mas, caso se interessem, o filme está disponível na íntegra no Youtube.

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Um comentário:

  1. Nossa nunca li nada de Shakespeare, que vergonha...
    e esse parece ser uma ótima dica de leitura,e 146 ,da pra ler rapidinho, amei .
    Bjs
    http://meupassatempoblablabla.blogspot.com.br

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