[Resenha] - Livro: Jogos Vorazes

O mundo que nós conhecemos é destruído. Porém, uma nova nação se estabelece nas antigas terras da América do Norte. Esse país é Panem, divido em 13 Distritos e a Capital. Após uma rebelião contra a Capital, o Distrito 13 é destruído. Além de ter toda a população dessa região morta, o governo estabelece os Jogos Vorazes, como forma de mostrar todo o seu poder e dominação sobre os Distritos.

Panem é formada por abruptos contrastes: enquanto os habitantes da Capital vivem no luxo, na riqueza e nos exageros, a população dos Distritos é pobre. Presos, sem permissão para mudar de região ou ir para a Capital, eles passam fome, não possuem energia elétrica e trabalham dia e noite sem segurança alguma e com salários miseráveis.

Além de todo o sofrimento já enfrentado, todo ano ocorre os Jogos Vorazes. Nessa competição, cada Distrito envia dois tributos (uma menina e um menino). Os 24 tributos devem lutar em uma arena (que é diferente a cada ano) até que só um sobreviva, sendo que tudo isso é transmitido ao vivo para toda a população.

O livro, de Suzanne Collins, é brilhante. Nele, conhecemos a história de Katniss Everdeen, moradora do Distrito 12 que, após a morte de seu pai, foi obrigada a burlar os sistemas de segurança impostos pela Capital. Com seu amigo Gale, ela passa a sair dos limites do seu Distrito e a entrar na floresta para caçar, uma vez que essa se torna a única forma de alimentar sua mãe e sua doce irmã, Prim.

A rotina de Katniss era dura, mas ainda assim era melhor do que estava por vir. Durante o sorteio dos tributos para a nova edição dos Jogos Vorazes, um nome inesperado aparece: Prim. Incapaz de ver sua irmãzinha mais nova nesse jogo doentio, Katniss se apresenta como voluntária. O outro tributo escolhido é Peeta, que se tornará muito importante para a jovem Everdeen.

Para acompanhar todas as aventuras, lutas, emoções e alianças dos Jogos Vorazes, você nem precisa morar em um dos 12 Distritos restantes: basta ler o livro!

Opinião: Magnífico. Sem dúvidas um dos melhores livros que eu já li. No começo fiquei meio irritada com a narração no presente, mas com o passar dos capítulos entendi a proposta desse tempo verbal: eu não era mais Amanda Leocádio, era Katniss Everdeen. A história te cativa tanto que você simplesmente não consegue largar o livro. E, se é obrigada a largar, fica pensando o tempo inteiro no que vai acontecer a seguir. Confesso que é meio previsível, mas mesmo assim é uma obra muito bem elaborada. Entrou para a minha lista de favoritos! 

Avaliação:

[Resenha] - Livro: Helena


Escrito por Del Lang, publicado pela editora Bookes agora em 2012, o livro possui 252 páginas e é o primeiro livro da autora. Parceira do Ratas de Biblioteca, a dona do Bonjour Circus mostrou que o talento para escrever vai além do que se acompanha pelo blog.

Começa com Helena avisando ao leitor que ele estará adentrando sua vida. Ao ler tal coisa, provavelmente este duvide que será lançado de fato ao viver da personagem. Engano. Ela consegue sugá-lo, prendê-lo, amarrá-lo às suas aventuras de maneira natural e divertida.

Vinte e seis anos. Encalhada, ops, solteira. Apaixonada por Eduardo, seu colega de trabalho. Mora sozinha (a menos que um gato de estimação seja considerado companhia). Possui um vizinho finlandês chamado Eikki com quem divide uma amizade incrível e bacias de pipoca doce. Sua melhor amiga, Victoria, é um pouquinho lerda e completamente diferente dela.

A protagonista não possui papas na língua e sua sinceridade ao falar do passado e sentimentos (bons ou não) encantam e geram inúmeras reflexões. As ações do enredo são surpreendentes, conseguindo vir, ao mesmo tempo, carregadas de análises intimistas e psicológicas das personagens.

Sua rotina e seu jeito acabam virando de cabeça para baixo depois de um incêndio em seu prédio causando dentro (e fora dela) uma verdadeira revolução. É difícil para o leitor não se sentir tentado a mudar também o que há de mal resolvido em sua própria vida.

Opinião: Sou leitora do Bonjour há um bom tempo e ter tido a oportunidade de conhecer mais a fundo a maneira da Del de se expressar foi uma experiência incrível. Puxa-saquismos a parte, achei o livro bem editado e construído (ainda mais por ser um projeto independente!). Recomendo mesmo a leitura e com certeza vocês ainda ouvirão falar muito de Helena! A personagem deixou uma marca em mim e acredito que deixará também em vocês.

Avaliação: 

[Resenha] - Livro: Feliz Ano Velho


Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva, Editora Objetiva, possui 272  páginas e conta um difícil período da vida do próprio autor.

Um único mergulho com os amigos muda toda a vida de Marcelo, que fica tetraplégico ao pular em um lago com pouca profundidade. O jovem   de classe média alta, com muitos amigos e vida amorosa agitada, se vê em um situação que nunca imaginou estar.

De forma informal e descontraída, conhecemos o dia-a-dia dos hospitais em que ele fica, a família de Marcelo, os amigos, as namorados, os tratamentos, as angústias e até mesmo fatos do passado do autor. A cada página, nos sensibilizamos mais com a história.

Por ter sido escrita de forma tão pessoal e sincera, "entramos" na história com muita rapidez. Parece até que somos nós que estamos em uma cama de hospital, sofrendo por não ter informações sobre o próprio futuro.

Capítulo por capítulo, acompanhamos a evolução dos tratamentos de Marcelo. Os efeitos da fisioterapia, a vitória de poder, simplesmente, inclinar um pouco a cama. Ver o teto, ler o jornal, ver televisão, ficar em pé com apoio, e então cadeira de rodas. Cada etapa uma emoção, uma descoberta. Passando por cada mudança, Marcelo vai, aos poucos, aceitando a sua condição.

Emocionante, surpreendente e incrivelmente divertido, Feliz Ano Velho te prende da primeira a última página. Comemorando cada avanço de Marcelo, você nem percebe a passagem dos capítulos. Com algumas partes mais "indiscretas", o livro não deve ser lido por crianças.
Opinião: Tive que ler esse livro para a disciplina de Literatura, na escola. Acostumada com os livros quase sempre entediantes passados para leitura, me surpreendi muito. Feliz Ano Velho mostra todas as dificuldades, medos, tristezas que tetraplégicos e paraplégicos passam. Com a leitura, você conhece todo esse mundo da superação. Chorei feito criança com o livro, ri mais ainda. Uma leitura rápida surpreendente, indico para todos. Mais um livro provando a qualidade da literatura Brasileira! /amei

Avaliação:

[Resenha] - Livro: Haicai


O livro Haicai é da autoria de Jozyclécio Megda, de quem virei fã após a publicação de sua obra Madrugada, que nós resenhamos aqui.
O que é um Haicai?
"Pequena composição poética japonesa, em que se cantam as variações da natureza e a sua influência na alma do poeta. Consta de dezessete sílabas, divididas em grupos de cinco, sete, cinco." (Dicionário Michaelis)
Ilustrado por José Contigio R. A. Abbade Júnior, o livro possui 60 Haicais sobre o cotidiano. Com os mais variados temas, indo de pernilongos a mortes e despedidas, tudo nos impressiona: o texto, a ilustração e a inteligência criativa por trás de cada verso métrico. Leitura rápida, esperta e divertida, impossível começar a obra e não querer lê-la imediatamente até o final.

Um livro pequeno em tamanho e gigante em sentimentos. Em uma página você ri, na outra se emociona (e tudo isso com apenas três versos!). Li todos os Haicais a caminho do meu primeiro Vestibular Seriado, simplesmente não consegui largá-los! Ajudou a me acalmar, divertir e distrair durante a viagem. Impossível explicar todo o encantamento que senti, porque admito que não seria capaz de criar nenhum. /aff

Haicai XI
Nada me pergunta
Parou de falar comigo
Virou inimigo

Haicai  XV
Quero ser alguém
Imagino e sou perfeito
Choro quando acordo

Haicai XXX
Embora o pecado
Ofusque o caminho certo
ELE está comigo

Avaliação:

Para ler mais Haicais, você pode comprar o livro no Colégio CRA ou entrar em contato com o Jozy pelo e-mail jozyclecio@colegiocra.com.br.  /sorriso

[Resenha] - Livro: Lolita

A personagem principal do livro, escrito em 1955 por Vladimir Nabokov, é uma criança chamada Dolores privada de sua infância por conta de um homem que por ela era doentiamente apaixonado. Humbert Humbert é o nome do narrador que conta em detalhes a origem da obsessão por meninas e toda a história vivida com “sua” Lolita, como era apelidada.

Divorciado, deixou a Europa e começou vida nova nos Estados Unidos. Por força do acaso acabou sendo levado para a casa de uma mulher chamada Charlotte que lhe ofereceu um quarto pelo qual pagaria um modesto aluguel. Estava prestes a recusar a proposta quando viu no quintal a filha dela: morena, ingênua, travessa, classificada por ele como “ninfeta”. Decidiu ficar.

Ele passava a maior parte do tempo tentando sentir a presença de Lô na casa, vendo-a, imaginando coisas. Não demorou para que tanto a mãe quanto a menina se encantassem por ele, um “bonitão”. O sentimento da menina, no entanto, era de admiração e confusão, enquanto a mãe queria tê-lo como marido.

Acabou por casar-se com Charlotte e esta, um dia, depois de encontrar papéis nos quais ele a descrevia como sendo “a velha” e revelava as intenções com a jovem, saiu de casa com pressa para entregar cartas aos parentes narrando o ocorrido e tomando providencias para que ele jamais chegasse perto de Dolores.

Morreu antes de chegar à caixa de correio, atropelada. As cartas foram destruídas por Humbert. Aliviado e sem culpa na morte – pelo menos não diretamente -, buscou Dolores no acampamento em que estava durante os últimos acontecimentos e iniciou com ela uma viagem que parecia não ter fim. Custou a revelar-lhe que era agora uma órfã e, quando o fez, atemorizou a pequena dizendo que, se não ficasse junto dele, sofreria em orfanatos, completamente sozinha.

Tornou-se sua amante. Inicialmente por vontade própria. Já havia “namorado” um menino do tal acampamento, sabia algumas coisas. Mas era uma criança! E ele deveria ser seu pai e não o monstro velado que era.  Ela tomou consciência disso apenas alguns anos mais tarde, quando se fixaram numa cidade e ela pode frequentar a escola novamente. Deixou de gostar da situação, mas não existia outra alternativa. Ou talvez uma apenas... fugir.

Opinião: Não foi uma leitura fácil para mim. O vocabulário e a forma com que Nabokov escreve foram fatores positivos, no entanto o tema me causou estranheza e angústia que não permitiram que as coisas fluíssem bem. Variou e muito no estilo que costumo admirar, mas mesmo assim recomendaria aos leitores mais corajosos. Eu já havia lido a primeira parte quando estava na sétima série, com aproximadamente a mesma idade da ninfeta. Na época achei ainda mais forte e parei pela metade justamente por não possuir maturidade o suficiente para entender as intenções do autor da obra. Pesado. Triste.
Avaliação:

Até o próximo post! Beijos

[Promoção] - Resultado: "O rosto que precede o sonho"

Como foi avisado no post passado, a promoção se encerraria no dia 21/05. O resultado já foi divulgado no blog do Maurício neste link:  CLIQUE AQUI. E lá está, no topo da lista, o nome da Bianca, que participou pelo Ratas! Obrigada a todos que participaram e parabéns aos sortudos! Mal vejo a hora de ter mais esse trabalho do Gomyde em mãos, com certeza outro livro surpreendente. Até mais! /sorriso

[Promoção] - Escolha a capa do novo livro de Maurício Gomyde!

Preciso falar que sou fã dele? Já cansei de dizer isso por aqui! /sorriso E hoje a promoção é justamente relacionada ao seu novo trabalho intitulado "O rosto que precede o sonho"! Achei o título muito massa e instigante. Não sei não... mas creio que vem aí mais um livro encantador! A sinopse é a seguinte:
Os sinais que ele não percebeu, no dia do acidente, poderiam ter evitado que seus pais entrassem naquele avião. Tempos depois, algo inesperado mudou o rumo das coisas, e ele, então, passou a esperar o dia em que os sinais voltariam...

Tomas Ventura levava uma vida quase perfeita, cercado por tudo que sempre quis: um violão, um telescópio, muitos discos bons, amigos, um emprego de sonhos e uma casa que flutuava.

Mas no dia em que recebeu a proposta de trabalho da sua vida, o convite para participar da trilha sonora de um grande filme de Hollywood, ele decidiu dizer “não”. Até que dois sinais, os olhos cor de mel daquela menina, mostraram-lhe que ainda havia motivos para seguir em frente...
Regras:  Para concorrer aos 20 exemplares que o Maurício estará sorteando no dia 21/05 basta:

1. Preencher este formulário (CLIQUE AQUI) marcando qual capa você prefere e dizendo que soube da promoção através do blog "Ratas de Biblioteca";
2. Depois, comente este nosso post nos dizendo que está participando para validar sua  participação.

Não precisa seguir nem curtir, nada!



Espero que participem, tenham gostado e estejam tão ansiosos para o lançamento deste livro quanto eu! Beijos e até a próxima!

[Resenhas] - Livros de mistério

Entre minhas últimas leituras estão as de dois livros carregados de mistério: O primeiro, “Os homens que não amavam as mulheres”, de Stieg Larsson, e, o segundo, “Os cinco porquinhos”, de Agatha Christie.


O livro “Os homens que não amavam as mulheres”, título original “Män som hatar kvinnor”, Millenium, conta a história de um jornalista chamado Mikael que é envolvido num escândalo em sua profissão (foi processado por não conseguir provar algumas fortes acusações feitas sobre desvio de dinheiro).

Seguindo tal acontecimento, foi incumbido de um novo trabalho: desvendar o mistério por trás do desaparecimento de uma garotinha muitos anos antes. Quem buscava respostas era Henrik, o avô da menina, e não mediria esforços para entender o que se passara em sua propriedade, quem poderia tê-la matado. Mikael contou com o apoio de uma problemática (e inteligentíssima) companheira: Lisbeth Salander.

Opinião: Não esbocei mais do enredo, pois seria crueldade com os prováveis futuros leitores desta obra maravilhosa da literatura sueca. Um livro surpreendente que não permite que se desvie o olhar das páginas porque o desejo da vida do velho Henrik passa a ser também o de quem está lendo: descobrir o que e como aconteceu a tragédia que assombra aquela família. São 522 páginas de uma agradável viagem a cenários e situações em demasia desagradáveis. Meu exemplar foi presente do sumido Digs e tem lugar de destaque na estante. Recomendo mesmo, muito bom.

Já o outro, intitulado “Os cinco porquinhos”, editora Record, escrito em 1943 por Agatha Christie Mallowan, “Five little pigs”, foi presente de minha tia Lelê e é uma leitura um pouco mais leve, mas não menos interessante.

Carla descobre aos vinte e poucos anos que seus pais legítimos (dos quais pouco se recordava) carregavam uma tragédia em sua história: sua mãe era acusada de ter assassinado o marido. No entanto, antes de morrer, na prisão, Caroline deixou à filha uma carta jurando inocência. A moça, então, contrata um detetive para vasculhar o passado em busca de respostas.

E o trabalho de Hercule Poirot começa aí: tentando desvendar o que se passou na propriedade dos Crale dezesseis anos antes. São cinco acusados, cinco pessoas que estavam presentes na cena do crime. Do melhor amigo do pintor assassinado à sua cunhada (com apenas 15 anos na época), ninguém está livre das suspeitas do atrevido Poirot.

Opinião: Final surpreendente, leitura gostosa! Recomendadíssimo! As personagens são encantadoras e algumas um tanto quanto dissimuladas. Primeiro livro dessa autora que li e gostei bastante. 

Por hoje é somente isso, espero que tenham gostado! Até a próxima! Beijos.

[Datas comemorativas] - Dia do Livro!


Tenho a estranha mania de enviar sms a um amigo meu quase toda manhã avisando-o sobre a Data Comemorativa do dia. E qual não foi minha surpresa ao perceber que hoje, além de ser comemorado o Dia de São Jorge, é também o Dia Mundial do Livro!

Como estou de férias há muito tempo, ele está passando num ritmo diferente, então fiquei um pouco assustada ao ver que já estamos no final de abril. Tudo bem, tudo bem, estou exagerando. Mas o fato de estar com tanto tempo livre está me aproximando ainda mais destes tesouros que, muitos sabem, são meus vícios: os livros.

Durante a minha infância meu pensamento nunca coincidiu com os dos meu coleguinhas e talvez tenha sido por isso que me encantei pela leitura tão cedo! E essa é uma das coisas de que mais gosto em mim: este prazer que tenho ao passar horas e horas com um livro sem nem perceber.

E hoje numa completa viagem nostálgica a tantos lugares que visitei através dos queridos livros posso afirmar que muitas personagens contribuíram para a formação (ainda inacabada) do que sou. Hoje é dia de comemoração! Mas uma comemoração silenciosa, feita entre o leitor e o autor apenas, em uma troca de conhecimento que vai além do tempo, do espaço, de qualquer coisa. O que está escrito, está eternizado.

E, como já postei no facebook e no twitter, o dia 23 de abril foi escolhido por ter sido neste dia, em 1616, que morreram William Shakespeare e Miguel de Cervantes. Morreram neste plano, contudo, como qualquer autor ou artista, permanecem vivos através do que criaram. /sorriso

Feliz Dia Mundial do Livro! Aproveite para organizar sua estante! /piscada

[Promoção] - Feliz Dia do Blogueiro

Os conhecidos blogs surgiram em 1997 e tinham o intuito de facilitar a vida daqueles que antes se expressavam em diários. Conhecidos como diários virtuais, hoje têm inúmeras funções que ultrapassam aquela de “acordei, tomei café, fui à padaria e comprei bolachas”. Existem blogs sobre diversos assuntos, como moda, esportes, atualidades, política, literatura. E essa lista se estende infinitamente, como um verdadeiro mar de informações.

E ganhando espaço na blogosfera estão os blogs de resenhas! Cada vez mais comuns e procurados, eles oferecem opiniões acerca de diversos estilos de livros que atraem a atenção das pessoas para este hábito (que deveria ser mais valorizado) da leitura. Como o dia de hoje é tão especial para nós, blogueiros, deixo aqui um convite para clicarem ali em cima no menu, em "ratinhos parceiros" e conhecerem os blogs que estão conosco nesse vício de "blogar".

Somente para não deixar a data "passar em branco", vamos sortear alguns marca-páginas! Alice e o Gato feitos de EVA e quatro da autora Valentine Vieira! Para participar é só curtir nossa página no facebook (https://www.facebook.com/RatasDeBiblioteca) e deixar um comentário nesse post! Amanhã já teremos o resultado.


Até mais! E não deixem de participar! 

[Resenha] - Livro: Qualquer chão leva ao céu

O livro "Qualquer chão leva ao céu", escrito pela aficcionada por cultura cigana, Cristina da Costa Pereira, conta a história de um menino chamado Jorge que decide viver na rua para que as despesas do lar diminuíssem imaginando que com isso a mãe conseguiria dar mais conforto aos seus irmãos.

Tendo as estrelas como teto e a fé em algo desconhecido, o garoto foi ganhando a simpatia das pessoas por não se envolver com o crime e apenas seguir os dias buscando uma maneira de... continuar vivo. Enquanto sua família sofria a dor de sua partida, ele conseguia se virar. Encontrou, inclusive, um lugar "estável" para ficar, onde pessoas boas lhe ofereciam até mesmo pequenos "bicos" que permitiam que ele tivesse algum dinheiro.

E um dia, pelo destino, acaso ou qualquer outro nome que queiram dar à sorte, ele encontrou Euclides. Um cigano. E as crianças não costumam ouvir boas coisas sobre eles não é mesmo? Só que, ao invés de sentir medo, Jorge sentiu curiosidade.

Euclides carregava, além de seus tecidos coloridos e inúmeros anéis, um passado triste e doloroso. Havia perdido mulher e filho (com quase a mesma idade de Jorge) em um acidente cuja culpa era dele e de seu vício alcoólico. O carinho pelo menino de rua foi instantâneo e ele o convidou para ser seu ajudante nas vendas. Querendo aprender novo ofício e buscando segurança, a aventura foi aceita.

Em meio aos ciganos, Jorge descobriu uma parte da história e dos costumes desse povo, acabando, assim, com a imagem equivocada que possuía graças a lendas passadas a ele por um tio certa vez. Eles vivem de uma forma diferente, mas aceitar as diferenças é fato primordial na execução da paz.

Quando a família do menino finalmente tem notícias dele, Euclides já o considera um filho e deseja não devolvê-lo. E então as coisas ficam um pouco complicadas.

Opinião: Leitura super recomendada! Como vem escrito na capa, trata-se de "Um convite ao respeito à diferença entre os povos". Numa linguagem acessível e com diversas notas de rodapé, conta uma emocionante história que acabou com o preconceito que eu, confesso, tinha com a maneira de os ciganos viverem. Encantador!  

Avaliação: 


Lembrando que o livro é da Editora Escrita Fina, nossa parceira.

[Resenha] - Livro: A Escrava Isaura

O Livro "A Escrava Isaura", escrito por Bernardo Guimarães, em 1875, conta a história de uma menina filha de um feitor e de uma escrava (herdando, assim, a condição de prisioneira de sua mãe - que morreu quando ela era ainda muito pequena).

Isaura, mesmo não sendo livre, foi criada e educada como se fosse filha de sua senhora, adquirindo trejeitos e postura semelhantes aos das mulheres brancas da época.

Sua vida se torna um inferno a partir do momento em que seus antigos senhores morrem e ela se torna propriedade do filho do casal, Leôncio, que tenta seduzi-la de todas as formas.

Seu pai, o ex feitor chamado Miguel,  ainda vivo, procura maneiras de tentar libertá-la para livrá-la das intenções de seu senhor. E quando nada mais parece dar certo, ele tem em mente uma última esperança: fugir. E é aí que tudo se complica e se transforma na vida da encantadora protagonista!

Opinião: Como li uma edição antiga (duas reformas ortográficas atrás, com "êle", por exemplo), a leitura não fluiu muito bem. Mas a história é singela e interessante, superando minhas expectativas. Recomendo e sugiro, inclusive, que façam como eu: intercalar livros atuais com antigos, para variar um pouco.

Destaquei dois trechos:

"e... tudo que cai no jequi, é peixe."
 Bernardo Guimarães (A Escrava Isaura).

‎"Mas esse antagonismo longe de perturbar ou arrefecer a recíproca estima e afeição, que entre eles reinava, servia antes para alimentá-las e fortalecê-las, quebrando a monotonia, que deve reinar nas relações de duas almas sempre acordes e uníssonas em tudo. (...) A contrariedade de tendências e opiniões são sempre de grande utilidade entre amigos, modificando-se e temperando-se umas pelas outras."
 Bernardo Guimarães (A Escrava Isaura).

É isso aí! Até mais! :)

[Resenha] - Livro: Fallen


O livro Fallen (primeiro da série), de Lauren Kate, da Editora Galera Record, traz a história de uma menina chamada Lucinda que é atormentada pela presença de sombras desde a sua infância. Suspeita de um crime, foi obrigada a frequentar um reformatório para jovens problemáticos. E então, ali, onde o mais sensato seria comparar o lugar ao inferno, ela acaba descobrindo o céu.

Atormentada pelo que aconteceu em seu passado, procurou manter-se distante. Mas, logo de início, conheceu Penn que acabou se tornando sua amiga leal e confidente (amenizando, inclusive, a falta que sentia dos pais e da melhor amiga que havia deixado longe dos portões da Sword & Cross).

São 406 páginas cheias de ação, aventura e uma singeleza na forma de tratar situações e momentos intensos. O livro é bom e deixa um enorme gostinho de "quero mais". /sorriso

Alguém já leu? Gostou também? Estou doida para ler o próximo!

Avaliação:   

[Resenha] - Harry e seus fãs


Harry e seus fãs
Os bastidores do fenômeno Harry Potter, contando por quem entende a magia causada pela chegada do bruxinho à vida de centenas de milhares de pessoas: Melissa Anelli, o principal nome do portal The Leaky Caldron, fansite que conquistou o respeito da editora americana Scholastic e da própria J.K. Rowling. Dez anos após o lançamento do 1º livro da série Harry Potter, de J.K. Rowling, a história de leitores e fãs que ajudaram a transformar a saga do jovem bruxo em um dos maiores fenômenos culturais do planeta é contada em detalhes por Melissa Anelli. A jovem fã do bruxinho descreve o encantamento provocado pelo maior fenômeno literário de todos os tempos, revive grandes momentos, e lista informações exclusivas e detalhadas, que aproximam ainda mais o leitor de Harry Potter e sua criadora.
Se você é viciada na fascinante história de J.K. Rowling como eu, não pode deixar de ler esse livro. O mais interessante é descobrir tudo sobre os bastidores da saga, desde a vida de J.K antes do sucesso, até os angustiantes segundos antes dos lançamentos dos filmes e livros.

A autora de "Harry e seus fãs" entende como ninguém a obsessão pela série, uma vez que também é uma das milhares de fãs espalhadas pelo mundo. Com uma incrível habilidade, ela mistura informações sobre os livros, os filmes, os contratos, a escritora J.K e sobre o dia-a-dia dos colaboradores dos fã sites de Harry Potter. A busca por notícias, a criação de teorias antes do lançamentos das novas edições, o ódio pelos "spoilers", as conferências e as milhões de fanfics sobre a saga também são temas abordados por Melissa.

Com o livro, conhecemos até mesmo a histórias de bandas que se inspiram em Harry Potter para criar suas letras, o chamado "rock de bruxo". Se você ama Harry Potter, quer descobrir todas as curiosidades sobre o que aconteceu durante esse fenômeno e está com saudades desse mundo mágico, leia o livro! /amei

Avaliação:

Conheça o fã site da Melissa aqui e a banda Harry and the Potters aqui! :)

[Resenha] - Livro: Paraísos artificiais


O livro "Paraísos artificiais", escrito por Paulo Henriques Britto, reúne contos do autor em 128 páginas. As histórias vão desde a simples visita de um parente em "O primo", até uma história mais longa e curiosa em "Sonetos Negros". A desenvoltura do autor é inegável e ele possui o dom de atrair a atenção do leitor de maneira surpreendente. 

Opinião: E é aí, na forte atração, que não me dei bem com o livro. Ele te puxa, te prende, te dá vontade de chegar ao desfecho e... não há! Os contos tem finais abertos e isso não me agradou (sou chata, eu sei). Se você gosta de um suspense louco que não te dá respostas, recomendo a leitura. Caso contrário... melhor procurar outro livro. 

Avaliação:  


Até mais! :)