Resenha - Livro: As Ondas, Virgínia Woolf

Por - 20 abril


"Viverei sempre agarrado aos contornos das palavras"


"As Ondas" ("The Waves"), de Virgínia Woolf, é um romance publicado em 1931, dez anos antes do suicídio da autora. Diferente de tudo o que já li na vida, a narrativa é conduzida por monólogos de cinco personagens: Bernard, Neville, Louis, Jinny, Susan e Rhoda. Além destes, há ainda Percival, único que não participa como narrador.

Não existem diálogos, divisões de capítulos ou demarcações claras entre os pensamentos das diferentes personagens. É uma leitura que exige mais atenção do que o normal e levei quase dois anos para concluir cerca de 160 páginas.

Além do esforço para dar conta do texto, houve também a necessidade de pausas para "digerir" o conteúdo melancólico, profundo e certeiro da autora. A complexidade da história, no entanto, é equilibrada com a beleza dos detalhes do dia a dia para os quais ela nos faz olhar.

O livro é poético, sensível e toca nas feridas mais escondidas da dor humana, quase 90 anos depois de ter sido escrito. Uma leitura que transforma e que pode ser considerada tudo, menos confortável.

“A vida só pode ser um sonho. A nossa chama, a chispazinha que dança em alguns olhos, não tarda a se apagar”.

“Constitui um enorme alívio ter alguém a quem fazer sinais e não pronunciar qualquer palavra. Seguir os carreiros escuros da mente e entrar no passado, visitar livros, empurrar ramos e arrancar alguns frutos”.



“Todas estas coisas acontecem num segundo e duram para sempre”.

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  1. Oi Thaís!
    Parece um livro interessante, mas no momento não colocaria em minha Whistlist.

    www.paginadaleitura.blogspot.com

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