[Resenha] - Livro: Estação Onze

Bom dia, leitores!

A resenha de hoje é de uma distopia que eu amei. Ao falar dos personagens, creio que mais confundi do que expliquei. De qualquer forma, espero que aproveitem e que se sintam instigados a conhecer essa obra. Valerá a pena!
"A revelação da privacidade: ela pode andar pela rua e absolutamente ninguém sabe quem ela é. Talvez ninguém que não tenha crescido numa cidade pequena seja capaz de entender como isso é belo, como o anonimato da vida na cidade dá uma sensação de liberdade." (p. 79)

O livro "Estação Onze", escrito por Emily St. John Mandel e publicado pela Intrínseca, apresenta o mundo depois da morte de mais de 90% da população. Uma mutação da gripe suína, iniciada na Geórgia, se espalhou pelo globo em uma velocidade surpreendente e, em poucos dias, a civilização como conhecemos foi desfeita.

A história tem 318 páginas e acompanha a vida de seis pessoas que, de certa forma, estavam conectadas. A narrativa vai e volta no tempo, com trechos que lembram a vida dos personagens antes do colapso e outros que descrevem a luta por sobrevivência no novo mundo.

Sem energia elétrica, medicamentos e combustíveis, as pessoas precisam se readaptar àquela situação. Aqueles que nasceram após o Ano Um não conseguem compreender coisas como apertar um interruptor e o lugar se encher de luz. O voo dos aviões, as comidas em caixinhas... Tudo é distante e, aos olhos dos jovens, surreal.
"O inferno é a ausência das pessoas de quem temos saudade" (p. 141)
O famoso ator Arthur Leander morreu aos 51 anos de idade no último dia antes da calamidade. Miranda, uma de suas ex-mulheres, escrevia histórias em quadrinhos e levou anos para ter coragem de deixar alguém ler. Quatro revistinhas de "Estação Onze", criadas por ela, foram dadas ao ex-marido duas semanas antes de ele morrer enquanto interpretava Rei Lear, de Shakespeare.

Um par foi enviado por Arthur ao filho Tyler, que morava em Jerusalém com Elizabeth (outra ex-mulher de Arthur). O outro, foi dado a Kirsten, uma atriz mirim que estava no elenco da última peça apresentada pelo conhecido artista.  
"Talvez um modo mais justo de expressar minha ideia seja dizer que o mundo dos adultos está repleto de fantasmas" (p.  158)
instagram.com/rdebiblioteca
Kirsten ficou marcada para sempre pela figura de Arthur. Anos depois, sobrevivendo como atriz em uma terra sem leis, colecionava recortes de revistas que falavam sobre ele. Ela guardava as revistas em quadrinho mesmo sem se lembrar ao certo quando é que as tinha ganhado.

Clark, amigo de Arthur, e Jeevan, um homem que tentou reanimá-lo quando o ator caiu no palco, são outros dois personagens descritos no livro. Emily St. John Mandel instiga, envolve e faz com que o leitor reflita sobre as inúmeras facilidades que a humanidade desfruta na atualidade.
"Ultimamente, ando pensando na imortalidade. No que significa ser lembrado e pelo que desejo ser lembrado, e outras questões relativas à fama e à memória. Adoro filmes antigos. Vejo na tela os rostos de pessoas que morreram muito tempo atrás e penso que elas nunca vão morrer de fato". (p. 181)
Opinião: Melhor leitura de 2016 até agora! Fiquei sem fôlego, gostei demais desse livro! Acho que na resenha não consegui explicar muito bem a história. Por ela ir e voltar no tempo toda hora, fica difícil colocar os fatos em ordem cronológica. E, na verdade, isso tiraria a graça de todo o enredo. Mas o importante é que saibam que é fascinante. :P

"Estação Onze" estava parado na minha estante há um tempão e, alguns meses atrás, meu pai pegou emprestado. Ele ficou super envolvido e gostou, por isso eu quis ler também. Devia ter começado bem antes!! Fui realmente transportada para o mundo descrito por Emily St. John Mandel. Recomendo totalmente esta leitura. Além de todo esse caos social e humano, a autora traz ainda uma crítica muito bem feita ao fanatismo religioso.

No instagram, uma moça comentou comigo que "Estação Onze" é uma cópia de "The Stand", de Sthephen King. Como não li este, não posso opinar. Alguém já leu e pode me falar se a história é realmente parecida?

Avaliação:

Beijo e até o próximo post!

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Um comentário:

  1. Olá Thaís!!!
    Ainda não li nenhum dos livros, então não posso opinar muito.
    Raramente eu leio uma distopia, pois são poucas que me atraem. Não sei se leria Estação Onze mas porém ouvir falar coisas boas dele e quem sabe um dia.
    Mulher você não estragou nada conhecer personagens é bom que arriscamos ler o livro e conhecer mais.
    A resenha está muito boa e está de parabéns como sempre!!!

    lereliterario.blogspot.com

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