[Resenha] - Livro: O maravilhoso agora

Escrito por Tim Tharp, o livro “O maravilhoso agora” tem 320 páginas e é narrado em primeira pessoa por Sutter Kelly – um garoto que está no último ano do Ensino Médio e não tem preocupação alguma além de se divertir e beber uísque com refrigerante 7UP.

Sutter possui uma namorada linda chamada Cassidy e um amigo encalhado, o Ricky. Tudo está bem até que ele leva um pé na bunda e Ricky arranja uma namorada. “Abandonado”, Sutter, como sempre, toma um porre e amanhece jogado em um jardim de um bairro distante.

Quem o encontra naquele estado é Aimee, uma nerd de seu colégio. Ela passava por lá entregando jornais e decidiu ajudá-lo. Os dois conversam bastante e Sutter decide "salvá-la", levando-a para uma vida agitada, de festas e bebidas. Ele diz a Aimee que não deve deixar que ninguém pise nela e lhe oferece atenção e carinho.

Os dois começam um relacionamento e, com o aumento da confiança mútua, revelam detalhes tristes de seus passados. Buscando ajudar um ao outro, o que acontece na verdade é o contrário.
Opinião: A Record enviou o livro em uma caixinha muito fofa, com muito carinho (postei no Instagram quando chegou). Minhas expectativas estavam altíssimas. Fiquei envolvida com a narrativa do personagem Sutter, muitas vezes gostando dele e em outras odiando. Comentários de teor machista, por exemplo, fizeram com que eu pensasse em abandonar a leitura, mas retomava porque nem todos os personagens são perfeitos, né? E Sutter, no caso, é completamente problemático. O típico popular idiota de filme de Sessão da Tarde. Só que, em contrapartida, algumas vezes ele se mostrava uma pessoa sensível, o que me deixou confusa. Li esperando que as coisas mudassem e, infelizmente, terminei a leitura muito decepcionada. Achei a capa linda demais para a história de um personagem tão superficial. Fiquei curiosa para assistir à adaptação cinematográfica. Será que mudaram o final?


Avaliação: 

E vocês, já leram algum livro que quiseram mudar o desfecho?

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8 comentários:

  1. Depois de "Belo Desastre" eu me pergunto se consigo me decepcionar mais com personagens machistas!!! Sinceramente ninguém merece encontrar na literatura um reforço a essa cultura que nos cerca por milhares de lados. Mas a capa do livro é uma coisaaaaaaa de tão bonita néh Thais?!?! Como não ficar curiosa?!?! Enfim, não sei se vou encarar o livro, mas o filme corre um sério risco, sim, sou sem vergonha kkk

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    1. Existem tantos por aí. Remington Tate de "Real" e Kellan Kyle de "Intenso Demais" são só dois exemplos.

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    2. Na verdade, não é só Belo Desastre ou Real, nem Intenso Demais que tem personagens machistas. É uma coisa que a gente encontra tanto nesses NA da vida! Eu odeio que os escritores acham que para conquistar uma mulher, tanto a personagem quanto a leitora, o homem precisa ser machista, controlador e demonstrar um carinho de vez em quando. É triste né? T.T É cada livro que tem plots tão bons, mas o machismo simplesmente acaba com a magia da coisa.

      @bitinhateles
      http://tempestade-de-estrelas.blogspot.com

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  2. Não gosto de personagens machistas, principalmente quando o autor é do sexo masculino. Acabo achando que ele passa uma ideia própria através do personagem e não consigo sobrepor coisas boas à alguns comentários. Acho que esperarei o filme.

    É a primeira vez que visito aqui, e amei o blog de vocês, meninas!

    Abraços,
    porenseetcs.blogspot.com

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  3. Mentira, Thaís! Pois se prepare, porque o filme é do mesmo jeito! Fiz até uma resenha dele lá no blog, e falei a mesma coisa: esperava que o livro fosse mais aprofundado, mas também é superficial. Que saco, ein.

    Clara
    @clarabsantos
    clarabeatrizsantos.blogspot.com

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  4. Ah, deve ser fofinho, gostei do review só não entendi a nota final de 2 :/ lembrou os livros de Susane Colasanti a sinopse e o desenrolar.

    Abs

    http://tediosoc.blogspot.com

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  5. Acho que fica dificil dar minha opinião sem pedir nenhum spoiler,mas como sei q não vou ler o livro, vc pode me dizer: o q acontece no final que te deixou tão decepcionada?
    Bem, independente do que seja: veja por outro lado:Se o protagonista levasse a menina para uma vida de festas e cheias de amigos, e ela, por sua vez, despertasse o lado sensível nele, e os dois acabassem ficando juntos e bla bla bla... Isso seria um tanto clichê, não?

    obs: seu layout é fofo a um nível extremo da coisa. kk

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  6. Oieeeee!! Que saudadeeeeeee de vocêssss <3
    Eu comecei a assistir o filme, sabe? Mas não tive como terminar, acho que tive algum imprevisto e tô sempre enrolando para terminar. E eu nem sabia que tinha um livro até algumas semanas atrás *shame on me*
    Acho que quanto ao personagem... Não fico muito surpresa com os comentários machistas, contando que até hoje isso ainda existe, né? Ainda mais vindo de um garoto como o Sutter, que é super problemático e cheio de si, e ele nem é tanta coisa assim. Tô comentando em cima do filme, viu? Hahahahah. Só acho que não enxerguei tanto nele para a Aimee se apaixonar, talvez ele ter mostrado para ela um outro lado da vida que não é só ficar trancada em casa e obedecer a mãe? Tudo no filme acontece muito rápido e pareceu superficial, e para uma garota que é como nós, cheia dos livros e cabeça, a personagem entrou de cara num relacionamento com um cara que ela sabe que não é boa coisa. E digo isso porque ela ainda não o conhecia direito. Foi bem superficial, e é uma pena que no livro acabe sendo assim né?

    Eu só espero que as falas machistas venham do personagem e não do autor. Seria terrível que isso acontecesse e não me encantaria de jeito nenhum. E acho que nem devia encantar outras pessoas, né?

    Beijossss!!
    http://tempestade-de-estrelas.blogspot.com

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